<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>O lado tropical das políticas digitais</title>
	<atom:link href="http://tropicaline.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://tropicaline.wordpress.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Feb 2012 23:12:44 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='tropicaline.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://1.gravatar.com/blavatar/bfdd540aa688ec31047312f2b0742462?s=96&#038;d=http%3A%2F%2Fs2.wp.com%2Fi%2Fbuttonw-com.png</url>
		<title>O lado tropical das políticas digitais</title>
		<link>http://tropicaline.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://tropicaline.wordpress.com/osd.xml" title="O lado tropical das políticas digitais" />
	<atom:link rel='hub' href='http://tropicaline.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Cena Tropifágica</title>
		<link>http://tropicaline.wordpress.com/2012/02/22/cena-tropifagica-2/</link>
		<comments>http://tropicaline.wordpress.com/2012/02/22/cena-tropifagica-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 23:12:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://tropicaline.wordpress.com/?p=723</guid>
		<description><![CDATA[Tropifagia: comer o país tropical. Ação coletiva onde o processo fala mais que o produto, e a perda do controle é a pauta principal. Expressões multilinguagem compartilham de uma mesma ideia – quando a antropofagia encontra as redes, multidões viram multitudes, e cem anos são ressignificados em dez. Narrativa, linguagem, recorte: o processo criativo é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=723&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="color:#000000;">Tropifagia: comer o país tropical. Ação coletiva onde o processo fala mais que o produto, e a perda do controle é a pauta principal. Expressões multilinguagem compartilham de uma mesma ideia – quando a antropofagia encontra as redes, multidões viram multitudes, e cem anos são ressignificados em dez. Narrativa, linguagem, recorte: o processo criativo é uma folha em branco? Uma obra em progresso em busca de desvendar Pindorama hoje, entre conexões locais e globais. No fim das contas, só me interessa o que não é meu.</span></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tropicaline.wordpress.com/723/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tropicaline.wordpress.com/723/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tropicaline.wordpress.com/723/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tropicaline.wordpress.com/723/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tropicaline.wordpress.com/723/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tropicaline.wordpress.com/723/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tropicaline.wordpress.com/723/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tropicaline.wordpress.com/723/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tropicaline.wordpress.com/723/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tropicaline.wordpress.com/723/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tropicaline.wordpress.com/723/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tropicaline.wordpress.com/723/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tropicaline.wordpress.com/723/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tropicaline.wordpress.com/723/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=723&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://tropicaline.wordpress.com/2012/02/22/cena-tropifagica-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/04394cf45bba926e666c0734a7960764?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tropicaline</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Sete teses sobre as ocupações de 2011</title>
		<link>http://tropicaline.wordpress.com/2012/02/16/sete-teses-sobre-as-ocupacoes-de-2011/</link>
		<comments>http://tropicaline.wordpress.com/2012/02/16/sete-teses-sobre-as-ocupacoes-de-2011/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 01:03:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://tropicaline.wordpress.com/?p=717</guid>
		<description><![CDATA[Por Idelber Avelar para a  edição 105 da Revista Fórum. Um ano atrás, quem imaginaria que uma multidão insistente e pacífica, sem quaisquer laços com a Irmandade Muçulmana, retornaria à Praça Tahrir uma e outra vez, durante semanas, até derrubar o ditador egípcio Hosni Mubarak? Quem teria previsto que um movimento de ocupação popular, de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=717&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por <a href="http://idelberavelar.com/">Idelber Avelar</a> para a</em>  <em><a href="http://www.revistaforum.com.br/conteudo/edicao_materia.php?codEdicao=105">edição 105 da Revista Fórum</a>.</em></p>
<div id="attachment_897"><a href="http://revistaforum.com.br/idelberavelar/wp-content/uploads/2012/02/87a1daa4-17f6-49fc-8961-c80244cf43bb_b.jpg"><img class="alignleft" title="87a1daa4-17f6-49fc-8961-c80244cf43bb_b" src="http://revistaforum.com.br/idelberavelar/wp-content/uploads/2012/02/87a1daa4-17f6-49fc-8961-c80244cf43bb_b-300x164.jpg" alt="" width="300" height="164" /></a>Um ano atrás, quem imaginaria que uma multidão insistente e pacífica, sem quaisquer laços com a Irmandade Muçulmana, retornaria à Praça Tahrir uma e outra vez, durante semanas, até derrubar o ditador egípcio Hosni Mubarak? Quem teria previsto que um movimento de ocupação popular, de contornos antineoliberais e, em alguns momentos, anticapitalistas, varreria os EUA de leste a oeste, deixando estupefatos e sem reação tanto os dois partidos políticos como os comentaristas da mídia corporativa? Quem suporia que a profundidade da crise e a mobilização popular derrubariam Primeiros-Ministros europeus, como na Grécia e na Itália? Quem imaginaria 2011?</div>
<div></div>
<p><strong>1. As ocupações de 2011 enterram mais uma vez as teleologias da História</strong>. A última vez que ouvimos falar que a História havia chegado a seu ponto final foi nos anos 90. Francis Fukuyama tomou a queda do muro de Berlim como comprovação de que a teleologia da História—ou seja, a concepção que a entende como dirigindo-se a um fim pré-estabelecido—havia se realizado, com a vitória definitiva do capitalismo liberal, que então só necessitaria ajustes em seu interior, sem qualquer outra ameaça externa. Não foi uma revolução socialista, mas um atentado terrorista em Nova York que se encarregou de pôr a pá de cal nessa celebração otimista. A década que se seguiu ao atentado foi marcada pelo conceito de guerra sem fim: os EUA tentaram rearticular sua hegemonia em declínio através da construção de um inimigo onipresente, virtual e despersonalizado, e nessa toada viveu-se a década 2001-2011. Quando mais parecia que o binômio “imperialismo dos EUA x fundamentalismo islamista” se manteria como a polarização definidora da política mundial, emergem em todo o mundo árabe ocupações populares sem relação com o islamismo e, no Ocidente, sem qualquer relação com o morno antagonismo que opõe liberais ou social-democratas aos conservadores da direita. As ocupações de 2011 reafirmam a condição inacabada da História, sua natureza radicalmente pendente, seu caráter de puro devir.</p>
<p>2. <strong>As ocupações 2011 apontam sinais de falência generalizada dos partidos políticos</strong>. Talvez não haja fio unificador mais visível em todas as revoltas (Tunísia, Egito, EUA, Grécia, Portugal, Espanha, Itália, Inglaterra, Bahrein, Iêmen, Síria, Argélia etc.) que seu caráter autônomo em relação às coletividades políticas já sancionadas, nos casos europeus e estadunidense, pelas democracias representativas ou, no caso do mundo árabe, pelas autocracias militares ou monárquicas. Aqui, a Espanha é emblemática: sob um governo social-democrata, liderado por José Luis Zapatero, um Primeiro-Ministro de considerável prestígio no exterior, uma multidão de indignados fez ouvir clara e em bom som a mensagem de que nem PP, o Partido Popular, de direita e franquista, nem o PSOE, o Partido Socialista Operário Espanhol, de Zapatero, os representavam. Não se trata só de que estes movimentos são independentes dos partidos. Trata-se de uma ruptura muito mais profunda, através da qual as multidões (des)organizadas denunciam a perda da capacidade destes partidos de representarem os desejos políticos reais que se articulam na pólis. As ocupações não se levantam apenas contra as ditaduras e o autoritarismo, no mundo árabe, e o arrocho salarial e a financeirização da vida, no Ocidente, mas também, em ambos os espaços, contra as estruturas supostamente representativas da política. Neste contexto, não faz sentido responsabilizar os indignados da Espanha pela vitória do PP nas últimas eleições, posto que seria bastante difícil encontrar grande diferença entre a política econômica aplicada por Zapatero e aquela imposta anteriormente por Aznar.</p>
<p>3. <strong>As ocupações 2011 são uma crítica da representação e resgatam uma memória dos oprimidos: a democracia direta</strong>. A autonomia popular reunida na Plaza del Sol, em Liberty Plaza e em dezenas de outras praças públicas ao redor do Ocidente denuncia o caráter não-democrático da democracia liberal. A financeirização do mundo também molda os partidos políticos, e nenhum exemplo é mais eloquente que os EUA: 80% dos cidadãos estadunidenses desaprovam o Congresso de seu país, mas não podem renová-lo, porque a legislação eleitoral é construída de tal forma que só os Partidos Democrata e Republicano sobrevivem—ambos, o segundo um pouco mais, cativos dos interesses do grande capital e, muito especialmente, do capital financeiro. As ocupações 2011 mostram que a falência da democracia representativa é filha da financeirização do mundo. A disseminada desilusão com a administração Obama, por exemplo, não deu lugar a um crescimento do Partido Republicano nem à formação de um terceiro partido (há dezenas de “terceiros partidos” nos EUA, desprovidos da possibilidade de participação no processo político real). Essa desilusão deu lugar ao Ocupar Wall Street. A resistência do movimento às regras estabelecidas no jogo eleitoral e a preferência pela construção da democracia direta lembra muito mais a Comuna de Paris ou Maio de 1968 que qualquer outro movimento acoplado à maquinaria de representação política da democracia institucional. Em assembleias, passeatas, nos comoventes microfones humanos do Ocupar Wall Street (saída encontrada para contornar a proibição de microfones nas praças), nas oficinas solidárias oferecidas pelos ocupantes, encontra-se em gestação outro conceito de democracia, cujo atributo principal, sem dúvida, é este: ele se reinventa permanentemente. Ninguém sabe no que vai dar.</p>
<p>4. <strong>As ocupações 2011 demonstram que nenhuma luta popular genuína pode se limitar hoje a fronteiras nacionais</strong>. A quebra do capitalismo europeu transforma o aparato eleitoral de suas nações em pouco mais que uma escolha do comissário que irá obedecer as ordens do capital financeiro. Num contexto de integração monetária continental e integração comercial global, em que a manipulação de títulos de dívida e o fluxo de capitais são capazes de derrubar uma economia europeia em questão de dias, desapareceu a diferença entre governos conservadores e social-democratas, pois praticamente desapareceu a margem de manobra destes últimos. Os social-democratas e socialistas podem ainda manter uma retórica mais progressista, alguma memória de sua época de representantes da classe trabalhadora e disposição a um “diálogo” (sempre infrutífero) não vistas na direita, mas o resultado final, especialmente na política econômica, é o mesmo. Nas ocupações de 2011, por boas razões, têm sido minoritárias as vozes que acreditam numa rearticulação da potência autônoma da multidão com o aparato político nacional. Talvez desde a I Internacional Comunista ou, no máximo, a onda de revoluções abortadas na Europa durante o período da III Internacional, não se sentia tão nitidamente a necessidade de um processo revolucionário global, que escape do dilema entre ceder às limitações impostas pelo capital ao Estado-Nação e abdicar de tomar o poder para permanecer na pura negação. A saída para esse dilema, como todas as outras questões estratégicas que acossam as ocupações, continua pendente, de resolução não vislumbrada. Mas é nítida a consciência de que qualquer adequação aos limites do Estado-Nação não satisfará a energia transformadora já desatada.</p>
<p>5. <strong>As ocupações de 2011 enterram de vez o mito da democracia liberal tolerante com o dissenso</strong>. O exemplo definitivo aqui são os EUA, justamente porque o “Ocupar Wall Street”, ao contrário, por exemplo, da revolta de excluídos na Inglaterra, tem sido um movimento pacífico. Mesmo assim, a repressão policial tem se manifestado de forma assombrosa. Em meados de novembro, correu o mundo a imagem de um policial de Davis, na Califórnia, lançando spray de pimenta sobre um grupo de estudantes sentados de braços dados na área central do campus. O policial tinha o semblante de quem dedetiza uma nuvem de insetos. Em Seattle, a jovem Jennifer Fox foi espancada por policiais até sofrer um aborto. Ainda em Seattle, uma senhora de 84 anos, Dorli Rainey, recebeu jatos de spray de pimenta na cara até não conseguir se mover sem ajuda de companheiros de ocupação. Em Nova York, a polícia deliberadamente orientou os manifestantes a se dirigirem à Ponte do Brooklyn para ali prendê-los. O acampamento da Liberty Plaza foi acossado por faróis da polícia durante semanas, piscando ao longo da noite para impedi-los de dormir. Veteranos de guerra foram espancados pela polícia de Boston ao se interporem entre ela e os manifestantes, tentando defendê-los de uma desocupação que violava grosseiramente a primeira emenda da Constituição. São centenas de presos em todo o país, todos eles cidadãos pacíficos que exerciam um direito previsto em lei. Só com grande ingenuidade ou má fé seria possível defender hoje a ideia de que a Primeira Emenda significa algo quando se trata de mobilização popular anticapitalista nos EUA.</p>
<p>6. <strong>As ocupações de 2011 realçam o papel das novas tecnologias e o caráter insubstituível da rebelião presencial</strong>. Já se transformou em senso comum a ideia de que as novas tecnologias digitais e redes como o Facebook e o Twitter cumprem papel central nas novas revoltas. Isso é correto, evidentemente. Na rebelião de consumidores excluídos na Inglaterra, todo o agendamento de levantes se deu pelo comunicador do Blackberry (BBM), enquanto que, nos EUA e no Egito, o Twitter e o Facebook multiplicavam os canais de circulação do protesto. Não se trata simplesmente de que novas tecnologias se transformam em veículos de comunicação comparáveis ao telefone ou ao telégrafo privilegiados em outras eras. Os novos trabalhadores são, eles mesmos, peças de um capitalismo cognitivo, no qual a produção de lucro passa pelo valor imaterial da mercadoria produzida: patentes, propriedade intelectual, dívida sem materialidade sob a forma de puros títulos, teologia do copyright. Eis aí os termos decisivos através dos quais se articula a dominação capitalista hoje. Ou seja, o próprio capitalismo financeiro contra o qual se rebelam as multidões de 2011 tem como atributo a imaterialidade reproduzível das formas de comunicação usadas pelos manifestantes. É exatamente por isso que nada é mais ingênuo que <strong>celebrar</strong> as novas tecnologias digitais como instrumentos emancipatórios em si. Foi a rebelião presencial que desatou, tanto nos EUA como na Inglaterra e no Egito, a repressão aos fluxos digitais, com cancelamento de contas, bloqueio de circuitos e censura a mensagens subversivas. Justamente porque as ágoras digitais e físicas não estão separadas—ou seja, porque elas compõem a teia do capitalismo cognitivo–, não tem sentido tecer loas ao poder liberador das novas tecnologias sem reconhecer que o inimigo acusou o golpe precisamente porque o povo revoltoso ocupou a praça. Nenhuma ocupação da praça acontecerá sem fluxo de energia revolucionária digital. Nenhum trabalho de rede substituirá a ocupação da praça.</p>
<p>7. <strong>As ocupações de 2011 revelam que a luta pelo cancelamento da dívida está para o capitalismo cognitivo assim como a luta pelo salário estava para o capitalismo industrial</strong>. Esta tese do autonomista italiano Gigi Roggero vai, me parece, ao centro da questão. Em todas as revoltas do mundo ocidental, tanto nos EUA como na Europa, as multidões rebeladas vão se dando conta de que nenhum aumento salarial ou mesmo garantia de emprego significará muito num contexto em que a manipulação dos títulos da dívida e a especulação com os capitais migrantes têm o poder de colocar toda uma economia nacional de joelhos. Passamos do que Michel Foucault chamou de sociedade disciplinar—aquele momento moderno no qual grandes aparatos (igreja, escola, fábrica, exército, hospital, prisão) constituíam um sujeito sob perene vigilância—àquilo que Gilles Deleuze chamaria de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GIus7lm_ZK0">sociedade de controle</a>, na qual a dominação já se dá através de formas móveis, imateriais, virtuais, em constante deslocamento, para as quais o modelo já não é a prisão (embora esta continue a cumprir o seu papel), mas a <strong>corporação</strong>. O capitalismo da era da sociedade disciplinar se baseou na produção e na propriedade. No capitalismo da sociedade de controle, a produção já foi exportada para alhures (China, Tailândia, Terceiro Mundo), enquanto o capital se dedica a vender serviços e comprar ações. A sociedade disciplinar era o espaço do sujeito vigiado. A sociedade de controle é o espaço do sujeito <strong>endividado</strong>. A chamada crise das hipotecas nos EUA não foi o resultado de um erro tangencial ou lateral ao sistema. Foi a expressão da lógica mesma, mais profunda, desse sistema, que só pode se reproduzir através da teia da dívida imaterial, impagável. Por isso, as massas autônomas, de Madri a Nova York, do Cairo a Atenas, vão se dando conta, no interior da luta, de que se reafirma um princípio revolucionário por excelência: não se pode mudar nada sem, antes, mudar tudo. Esse axioma marxiano é, hoje, mais verdadeiro que na época de Marx.</p>
<p><em>* Agradeço a <a href="https://twitter.com/#%21/beppo22">Giuseppe Cocco</a>, <a href="http://www.quadradodosloucos.com.br/">Bruno Cava</a> e <a href="http://www.culturaebarbarie.org/blog/">Alexandre Nodari</a> por referências bibliográficas e interlocução na preparação deste artigo. </em></p>
<p><em>Fonte: http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2012/02/14/sete-teses-sobre-as-ocupacoes-de-2011/</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tropicaline.wordpress.com/717/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tropicaline.wordpress.com/717/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tropicaline.wordpress.com/717/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tropicaline.wordpress.com/717/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tropicaline.wordpress.com/717/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tropicaline.wordpress.com/717/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tropicaline.wordpress.com/717/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tropicaline.wordpress.com/717/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tropicaline.wordpress.com/717/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tropicaline.wordpress.com/717/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tropicaline.wordpress.com/717/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tropicaline.wordpress.com/717/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tropicaline.wordpress.com/717/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tropicaline.wordpress.com/717/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=717&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://tropicaline.wordpress.com/2012/02/16/sete-teses-sobre-as-ocupacoes-de-2011/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/04394cf45bba926e666c0734a7960764?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tropicaline</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://revistaforum.com.br/idelberavelar/wp-content/uploads/2012/02/87a1daa4-17f6-49fc-8961-c80244cf43bb_b-300x164.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">87a1daa4-17f6-49fc-8961-c80244cf43bb_b</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Conexões Globais 2.0 &#8211; Recortes e Colagens do Evento</title>
		<link>http://tropicaline.wordpress.com/2012/02/07/conexoes-globais-2-0-recortes-e-colagens-do-evento/</link>
		<comments>http://tropicaline.wordpress.com/2012/02/07/conexoes-globais-2-0-recortes-e-colagens-do-evento/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 20:23:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://tropicaline.wordpress.com/?p=714</guid>
		<description><![CDATA[Belo video do Coletivo Digital sobre o Conexões Globais &#160;<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=714&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Belo video do <a href="http://www.coletivodigital.org.br/">Coletivo Digital</a> sobre o <a href="http://www.conexoesglobais.com.br">Conexões Globais</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://tropicaline.wordpress.com/2012/02/07/conexoes-globais-2-0-recortes-e-colagens-do-evento/"><img src="http://img.youtube.com/vi/R9w7KhPAxfE/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tropicaline.wordpress.com/714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tropicaline.wordpress.com/714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tropicaline.wordpress.com/714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tropicaline.wordpress.com/714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tropicaline.wordpress.com/714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tropicaline.wordpress.com/714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tropicaline.wordpress.com/714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tropicaline.wordpress.com/714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tropicaline.wordpress.com/714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tropicaline.wordpress.com/714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tropicaline.wordpress.com/714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tropicaline.wordpress.com/714/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tropicaline.wordpress.com/714/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tropicaline.wordpress.com/714/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=714&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://tropicaline.wordpress.com/2012/02/07/conexoes-globais-2-0-recortes-e-colagens-do-evento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/04394cf45bba926e666c0734a7960764?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tropicaline</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Redes livres atuando em redes</title>
		<link>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/28/redes-livres-atuando-em-redes/</link>
		<comments>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/28/redes-livres-atuando-em-redes/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 20:03:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://tropicaline.wordpress.com/?p=712</guid>
		<description><![CDATA[sábado 28 de janeiro de 2012, por Michele Torinelli Organizações aproveitam o III Fórum de Mídia Livre para o desenvolvimento de uma proposta para um protocolo de redes livres Como incluir os excluídos, de maneira que eles sejam os protagonistas de seus processos criativos e produtivos? Como consolidar o potencial da comunicação de ser um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=712&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><small><abbr title="2012-01-28T19:26:45Z">sábado 28 de janeiro de 2012</abbr>, por <a href="http://www.ciranda.net/auteur/michele-torinelli" target="_blank">Michele Torinelli </a></small></p>
</div>
<div>
<p><em>Organizações aproveitam o III Fórum de Mídia Livre para o desenvolvimento de uma proposta para um protocolo de redes livres</em></p>
</div>
<p>Como incluir os excluídos, de maneira que eles sejam os protagonistas de seus processos criativos e produtivos? Como consolidar o potencial da comunicação de ser um instrumento de empoderamento para todos? A partir dessas provocações, Alfonso Molina, diretor científico da fundação italiana <a href="http://www.mondodigitale.org/" rel="external" target="_blank">Mondo Digitale</a>, iniciou o debate na sexta-feira (27) no <a href="http://www.forumdemidialivre.org/" rel="external" target="_blank">III Fórum de Mídia Livre</a> (FML) acerca da articulação em redes de diversas redes.</p>
<p>“O tema já foi discutido presencialmente e em listas de emails, tivemos uma conversa na quarta (25) sobre isso, essa é uma demanda do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial – ou seja, esse é um grande debate para 2012”, explica Marco Amarelo, integrante do <a href="http://soylocoporti.org.br/" rel="external" target="_blank">Coletivo Soylocoporti</a> que mediou o encontro. O objetivo é chegar a um acordo de princípios e práticas que permitam que as várias redes dialoguem e criem uma articulação ampla, plural e descentralizada, por isso o termo “redes em redes”.</p>
<p>Nesse sentido, Alfonso acredita que precisamos promover alianças entre movimentos, ONGs, governos e cidadãos para trazer à tona nossa multidimensionalidade e criar processos que nos permitam mudar o mundo – não em um ano ou dois; talvez em uma década, possivelmente nesse século. “Precisamos aprender a governar da melhor e mais democrática forma possível, e a comunicação é essencial nesse sentido, de propiciar o diálogo para os problemas concretos”, complementou Alfonso.</p>
<p><strong>Redes em redes</strong></p>
<p>Uma das preocupações é a construção de alternativas de comunicação para que não continuemos dependentes das redes sociais proprietárias, tendo em vista que cedemos para seus donos os direitos de todo o conteúdo que publicamos nelas. Há casos de venda de informações privadas dos usuários e censura de notícias referentes aos movimentos sociais – daí a emergência das redes livres.</p>
<p>Rodrigo Nunes Souto, da <a href="http://colivre.coop.br/" rel="external" target="_blank">Coolivre</a> – cooperativa baiana de software livre que também atua com economia solidária, ressaltou a importância do fortalecimento que o ambiente virtual tem propiciado ao ambiente real. “Estamos sim utilizando as redes sociais para mobilizar os movimentos reais, mas acabamos ficando dependentes de ’Twitters’ e ’Facebooks’”, problematiza.</p>
<p>Ele defende que a grande sacada seria criar protocolos comuns, acordos entre as redes que permitam a comunicação entre as diversas iniciativas, que não gerem dependência de uma única plataforma mas promova o diálogo entre as diversas redes. “Mais importante que discutir a ferramenta é pensar o protocolo, as práticas comuns, que é o que vai permitir que nos comuniquemos”, complementa.</p>
<p>“É necessário confederar, e não federar, porque trata-se de uma articulação, não da criação de uma nova estrutura que se coloque acima das outras”, defende o francês François Soulard, da <a href="http://pt.coredem.info/" rel="external" target="_blank">Coreden</a>, uma rede internacional de comunicação popular e desenvolvimento de novas práticas democráticas. A confederação entre redes na França foi consolidada num encontro entre vários grupos e terminou numa carta que aponta princípios, objetivos e ações, criando um agregador de conteúdos.</p>
<p>“Esses protocolos podem tanto ser tecnológicos como políticos”, adverte Thiago Skárnio, da <a href="http://www.alquimidia.org/alquimidia2/index.php" rel="external" target="_blank">Alquimídia</a>. A ideia é, a partir das várias experiências, chegar a denominadores comuns de quais são os princípios políticos que guiarão essa confederação. “Os movimentos acabam sendo várias ilhas, mas nossa causa é comum, podemos perceber isso aqui no Fórum, por isso a integração entre as várias redes é tão importante”, analisa Rafael Reinehr, da cooperativa catarinense Coolmeia. Ele defende que a convergência de redes seria uma verdadeira moeda social, porque os benefícios seriam comuns.</p>
<p>“A grande diferença dessa rede que está sendo construída é que os participantes são tanto produtores quanto consumidores de conteúdo, derrubando essa barreira entre emissor e receptor”, defende Hélio Paz, professor de Comunicação Digital da Unisinos.</p>
<p><strong>Pontos de partida</strong></p>
<p>Entre as muitas plataformas de rede que vêm se consolidando está o Noosfero, utilizado pela Rede Brasileira de Economia Solidária (<a href="http://cirandas.net/" target="_blank">cirandas.net</a>). Bráulio Barros de Oliveira, do Coletivo Eita – Educação, Inclusão e Tecnologia para Autogestão, é programador de tecnologias de caráter social e participou do desenvolvimento do Noosfero.</p>
<p>O <a href="http://noosfero.org/Site" rel="external" target="_blank">Noosfero</a> é uma rede social e econômica – serve como vitrine de produtos e veículo de compra e venda. Também é possível ter blogs no Noosfero, assim como postar documentos. “Existem vários ’Noosferos’ que estão isolados – redes como a do <a href="http://softwarelivre.org/portal/" rel="external" target="_blank">Movimento Software Livre</a>, <a href="http://cirandas.net/" rel="external" target="_blank">Cirandas</a> e <a href="http://foradoeixo.org.br/" rel="external" target="_blank">Fora do Eixo</a>. O desafio que se coloca é como conectar esses ’vários Noosferos’, incluindo também ’Facebooks’ e ’Twitters’, propiciando alternativas de redes sociais”, indica Bráulio. Uma maneira é confederar as iniciativas, de modo que um mesmo login seja utilizado para o acesso a diversas redes, e que uma puxe conteúdo da outra, criando uma teia de redes livres.</p>
<p>O Eita está trabalhando em outras implementações da plataforma, que responde à demanda dos coletivos de consumo consciente e cooperativas de economia solidária. O objetivo é permitir que os produtores se conectem diretamente aos consumidores suprimindo os atravessadores, combinando compra e venda com moedas de troca.</p>
<p>Uma sugestão, feita por Rafael Reinehr, é o uso de uma mesma plataforma de reunião por várias iniciativas, como acontece no <a href="http://movimentozeitgeist.com.br/" rel="external" target="_blank">Movimento Zeitgeist</a> – ao acessar uma sala digital de reunião, é possível ter acesso às outras reuniões, permitindo escolher entrar e conhecer qualquer uma delas, como se fossem portas abertas num grande corredor.</p>
<p>Renato Fabri, do <a href="http://wiki.nosdigitais.teia.org.br/Lab_Macambira" rel="external" target="_blank">Lab Macambira</a>, indicou a análise da <a href="http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=carta-pts-midias-livres" rel="external" target="_blank">Carta Mídias Livres</a>, resultado do processo de seleção do segundo Prêmio de Mídia Livre, lançado pelo governo federal. A carta foi construída pela comissão de avaliação do prêmio e é considerada referência do que é mídia livre.</p>
<p>Outro exemplo de plataforma de democracia participativa é o Delibera, desenvolvida pela <a href="http://ethymos.com.br/" rel="external" target="_blank">Ethymos Soluções em Web</a> em parceria com o Lab Macambira, que foi implementada pela Ethymos para a <a href="http://direitoamoradia.org/" rel="external" target="_blank">Relatoria Especial da ONU pelo Direito à Moradia</a>, uma rede que atua em mais de 90 países.</p>
<p>“O objetivo é que façamos um debate amigável, que abranja as diferentes contribuições em torno de princípios e objetivos comuns”, indica Rita Freire, da <a href="http://www.ciranda.net/fsm-dakar-2011?lang=pt_br" target="_blank">Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada</a>.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong></p>
<p>Para dar continuidade à articulação das redes e apontar ações, definiu-se a criação de um <a href="http://pontaopad.me/protocoloslivres" rel="external" target="_blank">documento virtual colaborativo</a> para que os interessados possam seguir trabalhando juntos (confira também a <a href="http://pontaopad.me/documento-redes-livres" rel="external" target="_blank">introdução desse debate</a>, elaborado coletivamente).</p>
<p>Outra ação necessária será mapear e sistematizar as informações referentes às redes livres.</p>
<pre>Fonte: <a href="http://www.ciranda.net/porto-alegre-2012/article/redes-livres-atuando-em-redes" target="_blank">http://www.ciranda.net/porto-alegre-2012/article/redes-livres-atuando-em-redes</a></pre>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tropicaline.wordpress.com/712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tropicaline.wordpress.com/712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tropicaline.wordpress.com/712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tropicaline.wordpress.com/712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tropicaline.wordpress.com/712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tropicaline.wordpress.com/712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tropicaline.wordpress.com/712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tropicaline.wordpress.com/712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tropicaline.wordpress.com/712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tropicaline.wordpress.com/712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tropicaline.wordpress.com/712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tropicaline.wordpress.com/712/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tropicaline.wordpress.com/712/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tropicaline.wordpress.com/712/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=712&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/28/redes-livres-atuando-em-redes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/04394cf45bba926e666c0734a7960764?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tropicaline</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>ACTA Signed by the EU. Let&#8217;s Defeat it Together!</title>
		<link>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/26/acta-signed-by-the-eu-lets-defeat-it-together/</link>
		<comments>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/26/acta-signed-by-the-eu-lets-defeat-it-together/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 13:53:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://tropicaline.wordpress.com/?p=707</guid>
		<description><![CDATA[Paris, January 26th 2011 – Today in Tokyo, the EU and 22 of its Member States officially signed ACTA1, the anti-counterfeiting trade agreement. The worldwide citizen movement initiated against SOPA and PIPA must now focus on defeating their global counterpart ACTA in the European Parliament. A few days after the online protests against the anti-sharing [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=707&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paris, January 26th 2011 – <strong>Today in Tokyo, the EU and 22 of its Member States officially <a href="http://www.mofa.go.jp/policy/economy/i_property/acta1201.html">signed</a> ACTA<a id="footnoteref1_u3ox7lq" title="http://www.mofa.go.jp/policy/economy/i_property/acta1201.html" href="http://www.laquadrature.net/en/acta-signed-by-the-eu-lets-defeat-it-together#footnote1_u3ox7lq">1</a>, the anti-counterfeiting trade agreement. The worldwide citizen <a href="http://techpresident.com/news/21680/seven-lessons-sopapipamegauplaod-and-four-proposals-where-we-go-here">movement</a> initiated against SOPA and PIPA must now focus on defeating their global counterpart ACTA in the European Parliament.</strong><img class="alignleft" src="http://www.laquadrature.net/files/Acta.jpg" alt="Defeat ACTA!" width="150" /></p>
<p>A few days after the online <a href="https://www.eff.org/deeplinks/2012/01/thank-you-internet-and-fight-continues">protests</a> against the anti-sharing bills SOPA and PIPA in the United States, today&#8217;s signing ceremony of <a href="http://www.laquadrature.net/en/acta">ACTA</a> is the symbol of the circumvention of democracy to impose policies that hurt freedom of communication and innovation worldwide. However, this highly symbolic signature is not the end of the road.</p>
<p>Every citizen willing to <a href="https://www.laquadrature.net/wiki/How_to_act_against_ACTA">act to defeat</a> ACTA now has an opportunity to participate in having it rejected. They will be able to weigh in at each of the many steps of the <a href="http://www.europarl.europa.eu/oeil/popups/ficheprocedure.do?id=592498">ratification procedure</a>, which will lead to a final vote in the EU Parliament no sooner than June. <em>(See below)</em>.</p>
<p><strong><em>“In the last few days, we have seen encouraging <a href="http://www.cbsnews.com/8301-501366_162-57364609/polish-websites-to-go-dark-to-protest-acta/">protests</a><a id="footnoteref2_wrbnxow" title="http://www.cbsnews.com/8301-501366_162-57364609/polish-websites-to-go-dark-to-protest-acta/" href="http://www.laquadrature.net/en/acta-signed-by-the-eu-lets-defeat-it-together#footnote2_wrbnxow">2</a> by Polish and other EU citizens, who are rightly concerned with the effect of ACTA on freedom of expression, access to medicines, but also access to culture and knowledge. This important movement will further build up. European citizens must reclaim democracy, against the harmful influence of corporate interests over global policy-making<a id="footnoteref3_j5d9ddb" title="For an analysis of this global movement, see Yochai Benkler's article: http://techpresident.com/news/21680/seven-lessons-sopapipamegauplaod-and-four-proposals-where-we-go-here" href="http://www.laquadrature.net/en/acta-signed-by-the-eu-lets-defeat-it-together#footnote3_j5d9ddb">3</a>. For each of the coming debates and votes in the EU Parliament&#8217;s committees before the final vote this summer, citizens must engage with their representatives.”</em></strong>, said Jérémie Zimmermann, spokesperson for citizen advocacy group La Quadrature du Net.</p>
<h3>ACTA procedure in EU Parliament</h3>
<ul>
<li>The International Trade (<a href="https://memopol.lqdn.fr/europe/parliament/committee/INTA">INTA</a>) Committee of the European Parliament is the main committee working on ACTA.</li>
<li>The Legal Affairs (<a href="https://memopol.lqdn.fr/europe/parliament/committee/JURI">JURI</a>), Development (<a href="https://memopol.lqdn.fr/europe/parliament/committee/DEVE/">DEVE</a>), Civil Liberties (<a href="https://memopol.lqdn.fr/europe/parliament/committee/LIBE/">LIBE</a>) and the Industry (<a href="https://memopol.lqdn.fr/europe/parliament/committee/ITRE/">ITRE</a>) committees will first vote on their opinions after holding “exchange of views” on draft reports in the coming weeks.</li>
<li>Opinions will then be sent to INTA to influence its final report, which will recommend the EU Parliament as a whole to reject or accept ACTA.</li>
<li>The final, plenary vote by the EU Parliament on ACTA should be held no sooner than June.</li>
</ul>
<div><strong>To act against ACTA, please refer to <a href="https://www.laquadrature.net/wiki/How_to_act_against_ACTA">our dedicated campaign page</a>.</strong></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Source: http://www.laquadrature.net/en/acta-signed-by-the-eu-lets-defeat-it-together</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sign Avaaz&#8217;s petition and tell the European Parliament to reject ACTA in June: </strong>https://secure.avaaz.org/en/eu_save_the_internet_spread/?amXLKab</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tropicaline.wordpress.com/707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tropicaline.wordpress.com/707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tropicaline.wordpress.com/707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tropicaline.wordpress.com/707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tropicaline.wordpress.com/707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tropicaline.wordpress.com/707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tropicaline.wordpress.com/707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tropicaline.wordpress.com/707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tropicaline.wordpress.com/707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tropicaline.wordpress.com/707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tropicaline.wordpress.com/707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tropicaline.wordpress.com/707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tropicaline.wordpress.com/707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tropicaline.wordpress.com/707/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=707&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/26/acta-signed-by-the-eu-lets-defeat-it-together/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/04394cf45bba926e666c0734a7960764?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tropicaline</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://www.laquadrature.net/files/Acta.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Defeat ACTA!</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Conexões Globais 2.0</title>
		<link>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/23/conexoes-glaobais-2-0/</link>
		<comments>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/23/conexoes-glaobais-2-0/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 15:21:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://tropicaline.wordpress.com/?p=703</guid>
		<description><![CDATA[Começa amanhã (24/01) o Fórum Social Temático 2012, em Porto Alegre. Um dos destaques desta edição – preparatória para o Rio+20 e a Cúpula dos Povos, em junho no Rio de Janeiro -, é o encontro Conexões Globais 2.0: Entre 25 e 28 de janeiro, a Casa de Cultura Mário Quintana irá receber desconferências, intervenções [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=703&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/23/conexoes-glaobais-2-0/"><img src="http://img.youtube.com/vi/APCl1Ys21Ic/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Começa amanhã (24/01) o <a href="http://www.fstematico2012.org.br/index.php?link=3">Fórum Social Temático 2012</a>, em Porto Alegre. Um dos destaques desta edição – preparatória para o Rio+20 e a Cúpula dos Povos, em junho no Rio de Janeiro -, é o encontro <a href="http://conexoesglobais.com.br/">Conexões Globais 2.0</a>: Entre 25 e 28 de janeiro, a Casa de Cultura Mário Quintana irá receber desconferências, intervenções artísticas e oficinas, além do <a href="http://www.forumdemidialivre.org/">III Fórum de Mídia Livre</a>, debatendo articulação em rede, de marcos civis para a internet até as ocupações de indignados ao redor do mundo.</p>
<p>Saiba mais sobre a programação do Conexões Globais <a href="http://conexoesglobais.com.br/programacao/">aqui</a>, e até lá!.</p>
<p><img src="http://conexoesglobais.com.br/wp-content/themes/conexoesglobais/img/gov-rs-banner1.jpg" alt="" width="463" height="59" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tropicaline.wordpress.com/703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tropicaline.wordpress.com/703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tropicaline.wordpress.com/703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tropicaline.wordpress.com/703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tropicaline.wordpress.com/703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tropicaline.wordpress.com/703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tropicaline.wordpress.com/703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tropicaline.wordpress.com/703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tropicaline.wordpress.com/703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tropicaline.wordpress.com/703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tropicaline.wordpress.com/703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tropicaline.wordpress.com/703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tropicaline.wordpress.com/703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tropicaline.wordpress.com/703/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=703&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/23/conexoes-glaobais-2-0/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/04394cf45bba926e666c0734a7960764?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tropicaline</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://conexoesglobais.com.br/wp-content/themes/conexoesglobais/img/gov-rs-banner1.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>#SOPAblackoutBR</title>
		<link>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/18/sopablackoutbr/</link>
		<comments>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/18/sopablackoutbr/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 09:07:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://tropicaline.wordpress.com/?p=698</guid>
		<description><![CDATA[SOPA, Protect IP e e-parasites são projetos de lei que estão tramitando no congresso Americano. SOPA significa “Stop Online Piracy Act”, e estabelece o uso no território Americano de um mecanismo de censura sobre a Internet semelhante ao utilizado em países como a China, Irã e Síria, com a desculpa de coibir a pirataria online, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=698&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="internal-source-marker_0.42493003263571916" dir="ltr"><img class="aligncenter" src="http://meganao.files.wordpress.com/2012/01/avatarsopa_meganao.jpg?w=328&#038;h=328" alt="" width="328" height="328" /></p>
<p dir="ltr">SOPA, Protect IP e e-parasites são projetos de lei que estão tramitando no congresso Americano. SOPA significa “Stop Online Piracy Act”, e estabelece o uso no território Americano de um mecanismo de censura sobre a Internet semelhante ao utilizado em países como a China, Irã e Síria, com a desculpa de coibir a pirataria online, ou seja, pretendem combater práticas sociais que historicamente utilizamos para ter acesso alternativo à qualquer obra cultural: trocar, compartilhar, emprestar… tal qual sempre ocorreu nas Bibliotecas.</p>
<p dir="ltr">O SOPA não afetará apenas os Estados Unidos, pois o país alem de concentrar a maior parte da infra-estrutura da rede, concentra quase todos os serviços e sites que utilizamos diariamente, e que podem ser afetados tais como Youtube, Facebook, WordPress, Google, Gmail, Twiiter, e muitos outros. Temos de lembrar também que muitos sites são hospedados nos EUA, mesmo sem ter TLD americano e outros fora dos EUA com TLD americano como (.com, .net, .org) em ambos os casos o site estará debaixo da legislação Americana.</p>
<p dir="ltr">SOPA também prevê instrumentos para bloquear os serviços de publicidade e pagamento online sob a jurisdição dos EUA, impactando qualquer site no mundo, apenas com base em uma denuncia de suspeita,e sem ordem judicial.</p>
<p dir="ltr">Os problemas não acabam por ai, o SOPA afetará profundamente a liberdade de expressão na Internet, todos os sites se verão obrigados a aplicar mecanismos de auto-censura, e filtrar toda atividade online de seus usuários para evitar serem bloqueados.</p>
<h2>O que diz a lei (SOPA)</h2>
<p dir="ltr">Quando um site for denunciado, todos os demais sites que tenham “relacionamento” com ele e não queiram sofrer as conseqüências legais terão cinco dias para:</p>
<ul>
<li>ISP: Deverão bloquear os seus DNS (impedindo o acesso ao domínio)</li>
<li>Serviço de hospedagem: Deverão bloquear o acesso ao site</li>
<li>Publicidade: Deverão bloquear a publicidade</li>
<li>Serviços de pagamento: Deverão congelar os fundo</li>
<li>LInks : Deverão ser removidos links ao site</li>
</ul>
<h2>Efeitos colaterais</h2>
<p dir="ltr">Muitas tecnologias (como a rede anônima “TOR”, os DNS alternativos, as redes P2P e os proxys VPN) que permitem a navegação e/ou distribuição de informações anônimas e sem censura, e que são fundamentais para muitos ativistas e organizações políticas em todo o mundo, basicamente se verão ilegais de um dia para outro.</p>
<p dir="ltr">Os provedores de Internet, email, blogs gratuitos, mensageiros instantâneos e redes sociais serão forçados a espionar todo conteúdo publicado por seus usuários em busca de material não autorizado e eventualmente bloqueá-los.</p>
<p dir="ltr">Todas as tecnologias inovadoras nasceram de alguma forma da “pirataria”: O Cinema x as patentes, a indústria fotográfica x seus interpretes, o radio x a industria fonográficas, o vídeo cassete x cinema, a TV a cabo x TV aberta. Todas operaram em áreas de incerteza jurídica, até as leis se adaptaram ao novo, sem tentar muda-lo. Um marco legal restritivo e antiquado como o que se quer impor agora sufocaria muitas das novas ideias e sem duvida sufocará as próximas grandes ideias.</p>
<p dir="ltr">As comunidades online, em especial as comunidades colaborativas que são o fenômeno da Internet que afetam mais profundamente a nossa sociedade, ou seja, desde a esfera cultural, política, social até a econômica. O bloqueio de sites e tecnologias a serviço destas comunidades irá em muitos casos impedida-las de continuar existindo.</p>
<h2>O Brasil e o SOPA</h2>
<p dir="ltr">No Brasil estamos ha anos <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">lutando</a> contra o o AI5Digital (<a href="http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=15028">PL 84/99</a>) e a favor do Marco Civil da Internet (<a href="http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=517255">PL 2126</a>), tem sido uma luta incansável. Todo este esforço pode ser perdido com a aprovação do SOPA, pois junto com a lei Sinde na Espanha e Hadopi na França, ele pode ser um terrível instrumento de pressão para que o Brasil e demais países adotem legislações semelhantes. É importante lembrar que a Lei Sinde que aparentemente havia sido brecada por ativistas Espanhois, foi aprovada logo no inicio do novo mandato sob <a href="https://www.eff.org/deeplinks/2012/01/spains-ley-sinde-new-revelations">grande pressão </a>Americana, e que o AI5Digital, que fora congelado em 2008 voltou a tona no inicio deste ano com grande pressão para aprovação. Não podemos descansar nenhum minuto!</p>
<p dir="ltr"> <em>Fonte:</em> http://meganao.wordpress.com/2012/01/13/entenda-os-problemas-do-sopa-para-o-brasil-e-o-mundo/</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tropicaline.wordpress.com/698/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tropicaline.wordpress.com/698/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tropicaline.wordpress.com/698/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tropicaline.wordpress.com/698/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tropicaline.wordpress.com/698/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tropicaline.wordpress.com/698/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tropicaline.wordpress.com/698/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tropicaline.wordpress.com/698/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tropicaline.wordpress.com/698/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tropicaline.wordpress.com/698/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tropicaline.wordpress.com/698/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tropicaline.wordpress.com/698/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tropicaline.wordpress.com/698/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tropicaline.wordpress.com/698/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=698&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/18/sopablackoutbr/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/04394cf45bba926e666c0734a7960764?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tropicaline</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://meganao.files.wordpress.com/2012/01/avatarsopa_meganao.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Société en réseau et la gouvernance de l&#8217;internet : médiactivisme à l&#8217;ère du numérique</title>
		<link>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/13/societe-en-reseau-et-la-gouvernance-de-linternet-mediactivisme-a-lere-du-numerique/</link>
		<comments>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/13/societe-en-reseau-et-la-gouvernance-de-linternet-mediactivisme-a-lere-du-numerique/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 22:50:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://tropicaline.wordpress.com/?p=691</guid>
		<description><![CDATA[L&#8217;histoire des systèmes de communication (la presse, le cinéma, la radio, le télévision, l&#8217;internet) nous montrent que les nouvelles technologies apportent aussi de nouveaux paradigmes. Plus qu&#8217;un important outil de communication et diffusion d&#8217;informations, l&#8217;internet permet des connexions décentralisés, et, pour cela, espaces d’interaction, création et partage collectifs dans une réseau globalement connecté. Au delà [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=691&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>L&#8217;histoire des systèmes de communication (la presse, le cinéma, la radio, le télévision, l&#8217;internet) nous montrent que les nouvelles technologies apportent aussi de nouveaux paradigmes. Plus qu&#8217;un important outil de communication et diffusion d&#8217;informations, l&#8217;internet permet des connexions décentralisés, et, pour cela, espaces d’interaction, création et partage collectifs dans une réseau globalement connecté.</p>
<p>Au delà de la transposition des contenus vers l&#8217;espace numérique, on voit l&#8217;établissement d&#8217;une « culture numérique », qui inclut la dimension culturelle de la technologie, et peut être comprise en deux niveaux: « D&#8217;un côté, en tant que cadre conceptuel qui comprend le numérique comme un processus culturel, et met en question le droit d&#8217;accès aux informations et à la technologie, la liberté d&#8217;expression, les possibilités de partage et de  collaboration en réseau et, surtout, le rôle social de la technologie. Cette compréhension soulève des  enjeux politiques et économiques concernant le développement technologique que nous apporte, d&#8217;un autre côté la dimension pratique de la culture numérique : L&#8217;établissement de ces relations entre  technologie et société civile a des conséquences concrètes au delà du monde virtuel, comme par exemple la recherche d&#8217;alternatives à la logique de marché, rendue possible par des outils techniques tels que le logiciel libre, les licences flexibles et les nouvelles possibilités de la production et de la diffusion des contenus »[1].</p>
<p>On voit ainsi apparaître de nouvelles dynamiques de communication et de travail, et la notion de « collectivité » même peut s&#8217;établir dans de nouveaux espaces, une fois qu’il est possible de connecter en réseau personnes et idées au delà des limitations physiques du temps et de l&#8217;espace. Plus qu&#8217;une structure technologique, ces acteurs sont connectés par une culture politique qui comprend l&#8217;autonomie, le partage et la coopération, à travers de laquelle les actions locales sont potentialisées par ces réseaux établies. Un exemple concret est le développement des logiciels libres : à travers du bouleversement de la relation traditionnelle entre usagers et programmeurs, qui passent à interagir dans le développement de telles technologies, se sont établies de nouvelles expérimentations et relations sociales.</p>
<p>Aujourd&#8217;hui, le développement des logiciels libres est compris notamment comme une question de souveraineté technologique pour les pays en développement, nous explique le sociologue Sérgio Amadeu: « Le mouvement du logiciel libre est un mouvement pour le partage des connaissances technologiques [...]. Comme l&#8217;économie capitaliste est de plus en plus basée sur des informations et biens intangibles, la concurrence pour la  connaissance des techniques et technologies de stockage, de traitement et de transmission de données devient le centre stratégique des économies nationales. [...] Cependant, la principale conséquence socioculturelle et économique du logiciel libre est l&#8217;accent mis sur le partage de l&#8217;intelligence et des connaissances. Elle garantit à notre pays la possibilité de maîtriser les technologies que nous utilisons. Le mouvement pour le logiciel libre est une évidence de que la société de l&#8217;information peut être la société du partage. Il s&#8217;agit d&#8217;une option »[2].</p>
<p>Peter Dalhgren pointe l&#8217;internet comme un « espace public », à partir de la compréhension  de Habermas d&#8217;un « lieu de formation de la volonté politique, via un flux libre d&#8217;informations pertinentes et d&#8217;idées », ce qui consiste « en interactions face à face et en interactions médiatisées »[3]. Si on comprend que ce n&#8217;est pas la technologie qui change la société, mais, au contraire, c&#8217;est la société qui demande le développement technologique qui ira potentialiser le cours de l&#8217;histoire, cette « réalité virtuelle » ne peut pas être dissociée d&#8217;une dynamique culturelle « hors-ligne » derrière, une fois que ce sont des acteurs sociaux, situés dans le temps et l&#8217;espace, qui interagissent dans tels réseaux. Comme tout dispositif technologique, elle n&#8217;est pas positif ou négatif a priori, mais ce sont les déroulements politiques au sein de société qui vont le signifier. Ainsi, de la même façon dont l&#8217;internet permet nouvelles formes d&#8217;interaction et construction collective, elle apporte aussi restrictions, et peut reproduire ancien monopoles, hiérarchies et inégalités dans nouveaux espaces de sociabilité.<br />
Si en 1996 le poète et activiste John Perry Barlow déclarait « l’indépendance du cyberspace », en affirmant aux gouvernements traditionnels que « Vous n&#8217;avez pas le droit moral de nous gouverner, pas plus que vous ne disposez de moyens de contrainte que nous ayons de vraies raisons de craindre », à l&#8217;heure actuelle les activistes de ce même cyberspace comprennent bien les menaces à la liberté dans le réseau, que plusieurs fois vont beaucoup au delà des « gouvernements du monde industriel »[4]. Pour cette raison, ils s&#8217;organisent à travers de wikis, réseaux sociaux et listes de discussion afin de défendre l&#8217;architecture de l&#8217;Internet comme elle a été conçue : neutre, décentralisée et libre.<br />
Neutre, parce qu’en tant que chaîne structurel du trafic d&#8217;information, cette réseau ne doit faire aucune distinction entre expéditeurs, destinataires et contenus qui doivent être capable de circuler sans aucune restriction de bande passante et vitesse de connexion. Décentralisée, car l&#8217;absence d&#8217;un serveur central a été la raison pour laquelle l&#8217;Internet a été développé dans les années 60, pendant la Guerre Froide, lorsque le gouvernement américain avait besoin d&#8217;un réseau sécurisé d&#8217;échange d&#8217;informations, qui ne pouvait être détruit en un seul point. Et libre, parce que son expansion dans les décennies suivantes s&#8217;est fait grâce aux hackers, ingénieurs et chercheurs qui ont développé le réseau de manière autonome, en fonction de leurs besoins de communication et de production. Ainsi, c&#8217;est en raison de l&#8217;appropriation multiple de ce réseau, de communautés de logiciel libre à multinationales à but lucratif, qui ont développé ces technologies avec différentes motivations, qui on trouve la scène actuelle de l&#8217;Internet et ses différentes possibilités. En ce sens, c&#8217;est précisément la préservation de la neutralité, de la décentralisation et de la liberté de partage qui va assurer le déroulement et l&#8217;innovation dans le réseau mondial d&#8217;ordinateurs.</p>
<p>Parmi les actions politiques pour l&#8217;environnement numérique aujourd&#8217;hui on trouve la nécessité d&#8217;un cadre réglementaire pour l&#8217;Internet qui concilie les intérêts des utilisateurs, des  créateurs, des gouvernements et du secteur privé. Quels sont les cadres juridiques existantes qui s&#8217;appliquent à la nouvelle dynamique de l&#8217;Internet, et lesquels ont besoin d&#8217;être révisés? Dans quelle  mesure les législations nationales sont applicables, face aux relations déterritorialisés à travers le réseau? Comment faire face aux nouvelles impasses telles que les crimes électroniques, sans violer les droits citoyens et le respect de la vie privée? Carlos Afonso de Sousa, Marilia Maciel et Pedro Francisco Augusto expliquent que « l&#8217;absence de dispositions claires sur des droits fondamentaux comme la liberté d&#8217;expression, l&#8217;accès au savoir et la confidentialité entravent l&#8217;application des lois  en vigueur, dans le cadre de controverses diverses impliquant l&#8217;utilisation de l&#8217;Internet »[5], surtout en ce qui concerne les actions d&#8217;indemnisation et de responsabilité des prestataires de services dans le réseau.</p>
<p>Dans tout le monde, le développement du world wide web s&#8217;est confronté à des lois et cultures nationales. La gestion effective de l&#8217;infrastructure de la technologie dans chaque pays est pris en charge par différents acteurs (autorités publiques locaux, centres de recherche, autogestion collective, etc), et les gouvernements ont différentes compréhensions des implications potentielles de ces technologies et des réseaux numériques. Le chercheur russe Evgeny Morozov soutient que toute théorie établie à l&#8217;utilisation des réseaux sociaux doit être « extrêmement sensibles au contexte local, en tenant compte les relations complexes entre l&#8217;Internet et le développement des politiques extérieures en général, qui ne proviennent pas de ce que la technologie le permet, mais de ce qu&#8217;un environnement géopolitique donné exige » [6].</p>
<p>Ainsi, les politiques publiques nationales pour l&#8217;environnement numérique en disent beaucoup sur le traitement donné par le gouvernement en ce qui concerne non seulement la démocratie, mais à l&#8217;autonomisation de la société. Par ailleurs, puisque nous parlons d&#8217;un nouveau contexte, des nouveaux défis institutionnelles, politiques et structurelles seront également présentés. À leur tour, les cadres réglementaires sont situés dans le temps et l&#8217;espace où ils ont été créés, ce qui met en évidence la nécessité de discussion et d&#8217;actualisation de ces dispositifs. Selon Ronaldo Lemos, « le droit est désormais le champ de bataille où sont définies les possibilités de développement technologique pour les pays périphériques, en même temps que la structure réglementaire de la technologie et l&#8217;avenir de la liberté d&#8217;expression sur Internet »[7].<br />
Comme on peut le voir, la défense de l&#8217;Internet va au-delà de l&#8217;espace virtuel: actions politiques telles que les études des projets des lois et la négociation avec les acteurs gouvernementales, la création d&#8217;espaces physiques pour la production de technologies libres et la formation des réseaux alternatifs de production et diffusion des contenus. Cherchant à faire face à la réalité politique actuelle et les nouveaux défis apportés par la technologie, cet activisme est le résultat du mouvement pour la démocratisation de la communication, dont le programme s&#8217;est étendu dans le temps et l&#8217;espace. Si pour ces derniers il n&#8217;est pas toujours possible de faire usage des médias sur une grande échelle &#8211; précisément l&#8217;objet de sa réclamation – des alternatives sont développés, tels que l&#8217;utilisation stratégique d&#8217;Internet pour l&#8217;articulation et la contre-propagande. Par contre, on voit de plus en plus un affaiblissement de la perception des instances représentatives comme la seule forme d&#8217;action, cherchant ainsi d&#8217;autres façons de faire de la politique basée sur de nouvelles architectures de mobilisation.</p>
<p>Dans le cas plus spécifique des cyberactivistes qui demandent une défense structurelle de l&#8217;internet libre, sont utilisés des outils numériques de ce même réseau qu&#8217;on cherche à préserver, sous des dynamiques propres a cet environnement numérique &#8211; ce que implique aussi des nouveaux codes éthiques et nouvelles formes de mobilisation. Dans cette perspective, on peut dire que cette extension de l&#8217;agenda du droit à la communication et des outils pour l&#8217;activisme dans le cyberespace ont favorisé l&#8217;émergence de nouveaux activistes et activismes, ainsi que l&#8217;hybridation des causes qu&#8217;ils soutiennent. Cela parce que, au delà du contenu, ce cyberactivisme se distingue également dans la forme d&#8217;action par rapport aux mouvements traditionnels pour la démocratisation de la communication: alors que le premier est fixé de manière décentralisée, basée sur les compétences individuelles en termes d&#8217;une action collective, la seconde est plus près de la structure hiérarchique de l&#8217;organisation des syndicats et des partis politiques.</p>
<p>Cette distinction ressemble à deux courants de la critique des médias, de la même opposition: la critique anti-hégémonique et la critique expressiviste. Dominique Cardon et Fabien Granjon expliquent que le premier courant est présent plutôt dans les médias marxistes-léninistes des années 60 et 70, à l’exemple du cinéma révolutionnaire et militant, qui dénoncent la reproduction de l&#8217;idéologie dominante dans les médias et réclament dispositifs alternatifs contre-hégémoniques. Cependant, ils mettent en valeur un professionnalisme et une objectivité caractéristiques des mêmes médias contre qui ils se battent, tout en reproduisant certaines formes de domination dans la production de l&#8217;information en soi.</p>
<p>À son tour, la critique expressiviste comprend la communication comme un instrument d&#8217;émancipation individuelle et conséquemment collectif, en réfléchissant sur le rôle de l&#8217;information dans la société. Appelées « médias citoyens », elles cherchent ainsi a renforcer valeurs morales et politiques à travers de l&#8217;expérimentation et de la réappropriation des méthodes de création, production et diffusion non-standardisés. Cependant, ce courant est critiqué en fonction de la super-valorisation de la dimension locale et individuelle, à la fois détachée des structures sociales, économiques e politiques des sociétés capitalistes avancés, étant mis en question également l’effectivité d&#8217;une participation largement ouverte et décentralisé. Dans ce sens, Cardon et Granjon pointent que « ces deux formes de critique des médias vont, avec des nuances différentes, fournir un cadre pour l&#8217;exercice des mobilisations informationnelles »[8].</p>
<p>Malgré les différences conceptuelles et structurelles, ces mouvements ne doivent pas être analysés de façon déconnectée, mais complémentaire, en particulier dans une perspective historique du médiactivisme: Depuis lees années 60 et 70, dans un contexte de développement économique de Guerre Froide et des régimes dictatoriaux dans plusieurs pays, l&#8217;esprit non-conformiste de la contre-culture a favorisé les premières expériences de médias alternatifs, dans différents approches en ce qui concerne la critique politique et l&#8217;appropriation des outils. Dans les années 80 et 90, nous voyons une consolidation de la lutte pour la démocratisation de la communication grâce à des politiques liées à l&#8217;infrastructure de télécommunication, la réglementation, les concessions publiques et la production de contenu diversifié. C&#8217;est là où nous voyons l&#8217;incorporation des revendications d&#8217;autres mouvements sociaux (comme les questions de genre, de race, d&#8217;environnement, de santé, etc) à l&#8217;agenda de la communication, organisé principalement autour des partis politiques, syndicats et médias communautaires.</p>
<p>À partir des années 2000, avec les efforts de mobilisation pour le Sommet Mondial sur la Société de l&#8217;Information, nous voyons la consolidation de l&#8217;ordre du jour de la communication à l&#8217;échelle internationale et l&#8217;expansion d&#8217;Internet pour l&#8217;activisme médiatique principalement par le biais des listes et forums de discussion. Mais c&#8217;est à partir du milieu de la décennie, avec l&#8217;explosion de la blogosphère, les wikis et les réseaux sociaux, que l&#8217;Internet se configure comme un espace public d&#8217;interaction sociale et de l&#8217;articulation politique – tout en attirant notamment l&#8217;attention des gouvernements et des entreprises en ce qui concerne la réglementation de l’espace web. À la fin du sommet en Tunisie en 2005, il a été approuvé la création du Forum de Gouvernance de l&#8217;Internet, une réunion annuelle et non délibérative qui rassemble des représentants du secteur de la société civile, des gouvernements et des entreprises pour discuter les enjeux juridiques, structurels et culturels de l&#8217;internet.</p>
<p>Dahlgren remarque que « l&#8217;internet s&#8217;est trouvé au devant de la scène précisément au moment où la vitalité des institutions démocratiques traditionnelles semblait décliner. (…) Si la cybereuphorie initiale s&#8217;est maintenant apaisée, certains aspects fondamentaux de l&#8217;internet présentent encore un intérêt certain pour la démocratie » [9]. Ainsi, l&#8217;appropriation des technologies par la société offre la possibilité de nouvelles interactions sociales et politiques, en visant l&#8217;amélioration du système démocratique actuel. Grâce à ces réseaux, le cyberactivisme se voit potentialisé par une connexion globale qui apporte des idéaux communs, bien que soumis à la dynamique locale culturelle. Plus précisément, la mise en évidence du potentiel d&#8217;une internet libre et décentralisé vise la préservation de tel réseau ne pas seulement dans son aspect technique et<br />
structurel mais aussi, et surtout, culturel et social.</p>
<p>[1] CARVALHO, Aline. Politiques publiques pour le numérique – L&#8217;expérience de la « Culture Numérique au Brésil. Mémoire de Master 1 en Industries Créatives, UFRJ Culture et Communication, Université Paris 8.</p>
<p>[2] SILVEIRA, Sérgio. Logiciel libre : la lutte pour la liberté de la connaissance, Fondation Perseu Abamo, São Paulo, 2004</p>
<p>[3] DAHLGREN,Peter.L&#8217;espacepublicetl&#8217;internet:Structure,espaceetcommunication.RevueRéseauxn°100,2000.</p>
<p>[4] BARLOW, John Perry, Declaration of Independence of Cyberspace, 1996. Version en français : http://morne.free.fr/celluledessites/OeilZinE/declarationdindependanceducyberespace.htm</p>
<p>[5]SOUZA,CarlosAfonso,MACIEL,Marília,FRANCISCO,PedroAugusto.Lecadreréglementairedel&#8217;internet:Marcocivildainternet:unequestiondeprincipe.RevistaPoliTICS,n°7,p.3 – 11,2010.</p>
<p>[6] MOROZOV, Evgeny, Le désillusion du Net : La côté noir de la liberté à l&#8217;internet, Public Affaires,New York, 2011.</p>
<p>[7] LEMOS, Ronaldo. Droit, technologie et culture, Ed. Fondation Getulio Vargas, Rio de Janeiro, 2005.</p>
<p>[8] CARDON, Dominique et GRANJON,Fabien. Médiactivistes.Paris:PressesdeSciencesPo,2010.</p>
<p>[9] DAHLGREN, Peter. L&#8217;espacepublicetl&#8217;internet:Structure,espace et communication.Revue Réseauxn°100, 2000.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tropicaline.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tropicaline.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tropicaline.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tropicaline.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tropicaline.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tropicaline.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tropicaline.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tropicaline.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tropicaline.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tropicaline.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tropicaline.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tropicaline.wordpress.com/691/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tropicaline.wordpress.com/691/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tropicaline.wordpress.com/691/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=691&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://tropicaline.wordpress.com/2012/01/13/societe-en-reseau-et-la-gouvernance-de-linternet-mediactivisme-a-lere-du-numerique/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/04394cf45bba926e666c0734a7960764?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tropicaline</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Cem anos em dez: antropofagia, redes e o prefácio do fim do mundo</title>
		<link>http://tropicaline.wordpress.com/2011/12/27/cem-anos-em-dez-antropofagia-redes-e-o-prefacio-do-fim-do-mundo/</link>
		<comments>http://tropicaline.wordpress.com/2011/12/27/cem-anos-em-dez-antropofagia-redes-e-o-prefacio-do-fim-do-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 04:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://tropicaline.wordpress.com/?p=681</guid>
		<description><![CDATA[E 2011 se encerra num piscar de olhos. Se os Maias tiverem acertado e o mundo acabar mesmo ano que vem, nada mais justo do que fazer um bom balanço do que aconteceu até aqui. E se em 2010 a avaliação de fim de ano foi muito mais uma projeção para o que estaria por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=681&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/entretenimento/2009/11/seminario-consolida-debates-via-internet-sobre-cultura-digital/image_preview" alt="" width="400" height="266" /></p>
<p>E 2011 se encerra num piscar de olhos. Se os Maias tiverem acertado e o mundo acabar mesmo ano que vem, nada mais justo do que fazer um bom balanço do que aconteceu até aqui. E se em 2010 a <a href="../2010/12/21/o-%C2%AB-povo-do-twitter-%C2%BB-e-o-novo-ministerio-da-cultura/">avaliação de fim de ano</a> foi muito mais uma projeção para o que estaria por vir no Ministério da Cultura, o momento agora é de uma avaliação crítica do que aconteceu na última década e uma reflexão sobre quais caminhos queremos seguir &#8211; pelo menos no que diz respeito à cultura, política e digital, o assunto deste humilde blog.</p>
<p>A entrada nos anos 2000 foi marcada por uma conexão internacional fruto da popularização da <em>world wide web </em>e do sentimento altermundialista, simbolizado na criação do Fórum Social Mundial. Passada esta primeira década, a impressão que se tem é de que o mundo andou cem anos em dez: não apenas do ponto de vista da tecnologia – de <em>Personal Computers</em> mais moderninhos a iEngenhocas de bolso, de listas de e-mail revolucionárias a redes sociais para todos os gostos -, mas também na perspectiva política – da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação ao Fórum de Governança da Internet, da derrubada das Torres Gêmeas no império americano a ditadores árabes nas praças do Oriente Médio.</p>
<p>E a sociedade não passou intacta por estas transformações. Assim como o capitalismo foi se reinventando e se revelando cada vez mais cognitivo, indivíduos indignados foram se conectando em rede, desvendando falhas no sistema e compartilhando gambiarras políticas, nesta que foi a mais <em>hacker </em>das décadas. Não é a tecnologia que muda a sociedade, é a sociedade, em suas mais diversas aspirações, que demanda o desenvolvimento tecnológico, cujas ferramentas irão potencializar o curso da história. “Tecnologia é mato. O que importa são as pessoas”, já dizia <a href="http://www.twitter.com/#%21/dpadua">dpadua</a>. Imagine o que teria sido do tão comentado ano de 68 se Gilberto Gil, Daniel Cohn-Bendit e Richard Stallman tivessem se esbarrado no twitter há quarenta anos atrás?</p>
<p>E arrumemos a nossa casa: se em Pindorama 1922 foi a antropofágica Semana de Arte Moderna, a máxima agora é “2012 é o ano das redes”. Se naquele momento o desafio era pensar uma identidade brasileira, hoje este mesmo Brasil se redescobre e se reinventa a partir de novas conexões sociais mediadas pela tecnologia, em níveis locais e globais. Mais especificamente, nos últimos oito anos grupos ativistas, hackers, acadêmicos blogueiros, gestores progressistas, artistas independentes, comunidades tradicionais e tropicalistas se encontraram em um Ministério da Cultura que, por uma brecha no sistema, abriu gabinetes e editais que levaram a uma <a href="../2011/06/08/meio-copo-dagua-cheio-ou-vazio/">politização da cultura e culturalização da política</a> no país. Fruto de processos mais ou menos colaborativos, foram montados estúdios multimídias em territórios onde as políticas públicas nunca haviam chegado antes, importantes marcos regulatórios foram rediscutidos e vimos relações cognitivas entre pessoas e políticas sendo estabelecidas. Dançar ciranda na esplanada dos Ministérios pode não garantir a aprovação de uma lei ou o resultado de um edital, mas inaugura um novo paradigma político e cultural nas fronteiras entre sociedade civil, governo, academia e setor privado.</p>
<p>Mas novas soluções trazem também novos problemas: Se os Pontos de Cultura possibilitaram novas relações e ações entre agentes até então desconectados, também evidenciaram a inadequação da legislação brasileira para o fazer cultural hoje, e levaram à reflexão sobre a sustentabilidade de ações para além de uma cultura de editais que começava a se estabelecer – questões que nunca foram amplamente discutidas simplesmente porque este espaço era disputado apenas por uma pequena elite cultural. Mais do que um programa de governo, o Cultura Viva propôs um “Brasil debaixo pra cima” que criou as bases para que este mesmo Brasil se reconfigure, agora, em uma lógica mais horizontal – em rede.</p>
<p>2011 foi um ano pesado para o movimento cultural no país. A mudança de direção no Ministério da Cultura foi um balde de água fria para os que viviam o “sonho mágico da cultura viva” e trouxe novamente à cena uma elite cultural aparentemente adormecida, com seu <a href="http://www.cultura.gov.br/site/2011/01/03/discurso-de-posse-da-ministra-da-cultura-ana-de-hollanda/">discurso das indústrias criativas e do mito do artista</a>. Mas às vezes é preciso dar um passo atrás para dar dois à frente. Se o desmonte de um projeto de política cultural que estava se construindo deu margem à descontinuidade de uma série de ações culturais e uma aparente desarticulação do movimento, por outro lado levou uma importante mudança de perspectiva: a questão não é o Ministério da Cultura, mas o projeto de desenvolvimento que queremos para o país. O relativo <a href="http://wp.me/plMaj-6n">fechamento de portas do MinC</a> impulsionou o diálogo não apenas com outros ministérios mas com outros setores da sociedade que andavam relativamente por fora deste circuito.</p>
<p><a href="https://twitter.com/#%21/as_santini">Santini</a> avalia que “2011 foi o ano perdido onde a gente se encontrou”. Desde a <a href="http://www.cartaaberta.org.br/?p=5">carta aberta para a nova Ministra da Cultura</a>, construída colaborativamente na internet entre o Natal e reveillon de 2010, a compreensão empírica da importância das redes levou ao <a href="http://www.mobilizacultura.org/">Mobiliza Cultura</a>, <a href="http://wp.me/slMaj-515">Marchas da Liberdade</a> e <a href="http://wp.me/plMaj-aQ">Ocupações</a> sintonizadas com o movimento global. Agregando novos parceiros-patrocinadores, o momento atual gira em torno do estreitamento de ações em rede economicamente viáveis. <a href="https://twitter.com/#%21/pablocapile">Pablo Capilé</a> defende que “não existe patrocinador maior da cultura brasileira do que as nossas redes conectadas”.</p>
<p>E justamente por se tratarem de movimentos da sociedade, de relações humanas, é natural que hajam momentos de conflito de protagonismos no desenrolar da história. Afinal, é justamente a percepção de que o desenvolvimento do país se encontra em permanente disputa que leva o movimento cultural, em toda sua diversidade e assimetria, a buscar sempre reinventar a roda.</p>
<p>Mas nem tudo está ganho: ainda estamos falando de um Brasil onde a descontinuidade política, a mentalidade coronelista e o descompasso entre as leis e a sociedade ainda atravanca processos, e não podemos cair na ingenuidade de que teias e hashtags irão resolver o problema por si só. Para Alfredo Manevy, &#8220;Nos últimos 8 anos teve uma grande atualização do software do papel do Estado, mas o hardware continua velho&#8221;.</p>
<p>Se não é possível reverter 500 anos de colonização em 8, um importante ambiente tecnológico e afetivo foi criado para que novas ações e relações fossem estabelecidas. Enquanto seres humanos, localizados no tempo e espaço, muitas vezes buscamos soluções imediatas para processos que são muito maior do que o nosso tempo histórico. Assim, uma constante avaliação crítica se faz importante, juntamente com a recuperação de metodologias políticas e sociais que deram certo &#8211; e também as que não deram e não foram sistematizadas -, justamente para qualificarmos que rede é esta que estamos buscando fortalecer.</p>
<p>Ao que tudo indica, depois do pesado ano que se passou, 2012 parece chegar com ares renovados, ousados e confiantes, em busca da interoperabilidade de redes afetivas. No final das contas, a verdade não mudou: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=gdAJqPSje3E">o amor é importante, e se for necessário vamos dizer tudo de novo</a>.</p>
<p><a href="http://tropicaline.files.wordpress.com/2011/12/revolution.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-684" title="revolution" src="http://tropicaline.files.wordpress.com/2011/12/revolution.jpg?w=604" alt=""   /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tropicaline.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tropicaline.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tropicaline.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tropicaline.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tropicaline.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tropicaline.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tropicaline.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tropicaline.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tropicaline.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tropicaline.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tropicaline.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tropicaline.wordpress.com/681/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tropicaline.wordpress.com/681/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tropicaline.wordpress.com/681/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=681&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://tropicaline.wordpress.com/2011/12/27/cem-anos-em-dez-antropofagia-redes-e-o-prefacio-do-fim-do-mundo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/04394cf45bba926e666c0734a7960764?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tropicaline</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/entretenimento/2009/11/seminario-consolida-debates-via-internet-sobre-cultura-digital/image_preview" medium="image" />

		<media:content url="http://tropicaline.files.wordpress.com/2011/12/revolution.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">revolution</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Ocupações, revoluções, redes: articulação do movimento global</title>
		<link>http://tropicaline.wordpress.com/2011/12/21/ocupacoes-revolucoes-redes-articulacao-do-movimento-global/</link>
		<comments>http://tropicaline.wordpress.com/2011/12/21/ocupacoes-revolucoes-redes-articulacao-do-movimento-global/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 00:15:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://tropicaline.wordpress.com/?p=672</guid>
		<description><![CDATA[A Primavera Árabe no Oriente Médio, o acampamento em Wall Street, os 99% indignados ao redor do mundo e os anônimos. Como a cultura digital altera a relação de tempo e espaço e possibilita mudanças velozes nesse mundo ligado e interconectado, em que tod@s são protagonistas? O encontro se deu na tarde do dia 3 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=672&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#333333;"><em>A Primavera Árabe no Oriente Médio, o acampamento em Wall Street, os 99% indignados ao redor do mundo e os anônimos. Como a cultura digital altera a relação de tempo e espaço e possibilita mudanças velozes nesse mundo ligado e interconectado, em que tod@s são protagonistas?</em></span></p>
<p><span style="color:#333333;">O encontro se deu na tarde do dia 3 de dezembro no espaço Arena do <a href="http://culturadigital.org.br/"><span style="color:#333333;">Festival CulturaDigital.Br</span></a>, e reuniu diversas pessoas envolvidas de alguma forma com o movimento conhecido como “Indignados”.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#333333;"><img class="alignleft" src="http://farm8.staticflickr.com/7020/6446443181_fee8968307_b.jpg" alt="" width="368" height="246" />A primeira fala foi de <span style="text-decoration:underline;"><a href="http://twitter.com/toret" target="_top"><span style="color:#333333;text-decoration:underline;">Javier Toret</span></a></span>, filósofo e cyberativista do movimento <span style="text-decoration:underline;"><a target="_top"><span style="color:#333333;text-decoration:underline;">Democracia Real Ya</span></a></span> de Barcelona. O jovem contou da experiência do 15 de maio espanhol (conhecido como “15M”), como foram inspirados pelas revoluções no norte da África, as dificuldades de manter os acampamentos nas praças por um longo período e as estratégias para a próxima fase do movimento que, em sua opinião, é global: “se a democracia na época moderna era a invenção da liberdade, a democracia agora é a invenção do comum, do que nos une.Conseguimos criar um código fonte, como se fosse um software livre, e o colocamos à disposição de todos, porque nós também vimos como haviam feito nossos irmãos do mundo árabe”.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#333333;"> Em seguida, <span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.quadradodosloucos.com.br/" target="_top"><span style="color:#333333;text-decoration:underline;">Bruno Cava</span></a></span>, blogueiro e participante do <span style="text-decoration:underline;"><a target="_top"><span style="color:#333333;text-decoration:underline;">OcupaRio</span></a></span>, faz um relato do acampamento que desde meados de outubro se montou na praça da Cinelândia, no Centro do Rio. O movimento, que começou a se articular em torno da chamada para uma movimentação global no último <span style="text-decoration:underline;"><a href="http://15october.net/" target="_top"><span style="color:#333333;text-decoration:underline;">15 de outubro</span></a></span> (conhecida como “15O”), trazia pautas como fim dos privilégios políticos, democratização dos meios de comunicação e políticas ambientais sustentáveis (notadamente contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no caso brasileiro). Bruno conta que a movimentação foi feita, a princípio, por jovens universitários de classe média, mas a medida que o acampamento se montava começaram a se aproximar moradores de rua, que passaram a ocupar as barracas a infra-estrutura montada. O processo gerou problemas como furtos, brigas e agressões, mas também evidenciou conflitos sociais muitas vezes negligenciados e trouxe uma maior reflexão à proposta do movimento em si, na avaliação do rapaz. Seu Sérgio, morador de rua acampado na Cinelândia, conta: “de 148 só tem 5 barracas na Cinelândia. A realidade está ali dentro, mas na minha opinião está errada”</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#333333;">Maciel, outro militante do Ocupa Rio, avalia que é necessária uma política de transparência na gestão da coisa pública, evidenciando que muitos dos conflitos sociais hoje existentes são resultados da ausência do estado. Em sua opinião, praças em todo o mundo foram ocupadas baseadas na contradição do sistema capitalista e reivindica que todas as diferenças caiam por terra: “o problema não é falta de alimento, mas a falta de sensibilidade das pessoas”. Para ele, este é o grande grande êxito do Ocupa Rio, que conseguiu reunir pessoas de diferentes classes sociais, mesmo dentro de um ambiente conflituoso e enfrentando resistência externa inclusive do chamado “<span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.rio.rj.gov.br/web/guest/exibeconteudo?article-id=87137" target="_top"><span style="color:#333333;text-decoration:underline;">Choque de Ordem</span></a></span>”, uma operação especial do governo municipal cujo o objetivo é “pôr fim à desordem urbana” (ndr: descrição retirada do site da prefeitura). Ele conta que muitos transeuntes chegavam para saber mais do movimento e perguntavam se aquilo tudo não seria uma utopia, ao passo que ele respondia “Mas se não for isso vamos começar por onde?”. E conclui: “Temos que nos indignar a cada injustiça que se levantar diante dos nossos olhos, e agradeço o Ocupa Rio por não ter perdido a ternura”.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#333333;">O rapper cuiabano Linha Dura, da <span style="text-decoration:underline;"><a target="_top"><span style="color:#333333;text-decoration:underline;">CUFA de Cuiabá</span></a></span> e do <a target="_top"><span style="color:#333333;"><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;">F</span></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;">ora do Eixo</span></span></span></a>, também participou do debate: “O que cultura digital tem a ver com as ocupações? A periferia ta agitada, quer entrar, quer ter acesso, Não se pode bloquear o acesso a informação”. Ele acredita que muitas vezes as favelas não conseguem ser auto-suficientes pela descrença na política: “A cada 30 reais que pago por um voto, é o nosso futuro que está sendo vendido. Não devemos esperar parados nossos direitos serem cumpridos, as redes não são só online, existem forças também offline. É preciso buscar leis não apenas no sentido de nos proteger, mas sim de juntar mais as vozes, pois o dialogo é importante”. Ele acredita que há vários novos atores nessa discussão política e conta que a CUFA de Cuiabá aprendeu muito com o diálogo e o desenvolvimento de tecnologias sociais junto com o circuito Fora do Eixo &#8211; o que levou a articulação em torno do Partido da Cultura, que reúne nacionalmente atores diversos em torno da discussão sobre políticas públicas para cultura.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#333333;">Ivana Bentes provoca: “O atual movimento global é fruto da crise da esquerda tradicional, por falta de imaginação no campo da própria linguagem”.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#333333;"><img src="http://ocupario.org/wp-content/uploads/2011/12/DSCN6785little.jpg" alt="" width="591" height="261" /></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#333333;">A deixa é respondida por <span style="text-decoration:underline;"><a target="_top"><span style="color:#333333;text-decoration:underline;">Gilberto Gil</span></a></span>, embaixador do Festival, que esteve acompanhando atento a discussão desde o início: “O que vemos hoje são assimetrais subordinações de uns por outros, de subclasses por classes, de sub-homens por super-homens. A gente vê que o que permanece como tarefa é a continuação do interesse pela luta através das formas possíveis de confrontação, renovadas. É preciso considerar que apesar das novas ofertas aparentemente libertadoras dessas novas tecnologias, apesar de tudo isso, permanece a necessidade de vigilância e disposição pra lutar, tentar continuamente a atenuação, ou melhor, a eliminação possível dessa desigualdade. Trata-se de nadar contra esse rio da história, que traz tanta coisa indesejável, intolerável”. Ele acredita que o &#8216;hipercontrole&#8217; possibilitado pela tecnologia risca perpetuar estas assimetrias sociais: “A possibilidade do exercício pleno universalizado da democracia e do direito são questões que permanecem. Não podemos admitir um possível determinismo nas novas tecnologias, que por si próprias trazem uma possibilidade definitiva de redenção, por isso continuemos lutando, copiando, hackeando”.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#333333;">Sentado ao seu lado e igualmente atento ao debate, <span style="text-decoration:underline;"><a target="_top"><span style="color:#333333;text-decoration:underline;">Jorge Mautner</span></a></span> completa: “O Brasil é exemplo pro mundo, o Brasil tem essa característica. A estranheza da língua portuguesa levou a uma certa anarquia pacifista, que acredita na democracia e na cultura como avanço para a superação das contradições”. E conclui dizendo que o cumprimento dos direitos humanos, especialmente na internet, passa pela desobediência civil, como no acesso à pornografia e a cópia “pirata” de conteúdos.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#333333;">Bruno Tarin, ativista do coletivo <a target="_top"><span style="color:#333333;"><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;">I-M</span></span><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;">otirõ</span></span></span></a>, acredita que vivemos hoje uma “crise das representações” e pergunta: “O que está em jogo hoje?”. Ele argumenta que a elite, seja ela cultural ou financeira, não se sustenta por si só, não tem capacidade de criação, e assim parte para um movimento de expropriação a partir de dois mecanismos básicos da política: a compra e a força. E acredita que o caminho é a criação de novas perspectivas e modos de vida: “Quando não dá mais pra segurar o poder, é preciso tentar se adaptar. E é a partir justamente de processos de criação que se pode fazer com que a elite chegue junto”. <img class="alignright" src="http://ocupario.org/wp-content/uploads/2011/12/DSCN6776little.jpg" alt="" width="270" height="360" /></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#333333;">Pedro, participante da ocupação cultural Ipê e do movimento acampado na Cinelândia, relata que a convivência com moradores de rua tem trazido aprendizados que o fazem sentir um “filhinho de papai”, mesmo que não seja: “No início a maioria era da classe média, até que um dia não tínhamos mais água para beber, e instalou-se uma grande discussão: &#8216;agora, como fazer?&#8217;. Daí, um morador de rua entrou num bueiro e dez minutos depois eram garrafas e mais garrafas de água que era enchidas naquele buraco, o cara havia alcançado um dos canos que fazem a distribuição de água potável da cidade, algo que nenhum de nós poderia ter imaginado fazer”. Ele conta que essa forma de apropriação selvagem é também produtiva: “Tem gente que não tinha coragem de se aproximar de uma roda de conversa que hoje se vê falando meia hora durante uma assembleia, inclusive pra dizer que esse modelo de não rola. Tem assalto, tem briga, tem porrada, mas tem algo que nenhum movimento nem partido nunca deu conta, é um modelo de organização mais horizontal do qualquer outro que já vi na vida”. Ele aposta na reinvenção de formas e linguagens, e faz uma chamada aos coletivos hackers presentes no evento para conhecer o acampamento e colaborar na instalação de radio livres e streaming no acampamento.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#333333;">Taz, outro integrante do movimento Ocupa Rio, faz uma abordagem histórica da cultura de organização no país, o que em sua opinião muda a forma de relação coletiva na movimentação que vem se formando mundialmente: “A realidade do Rio não é a mesma de Wallstreet. É claro que não temos as mesmas formas de organização, de uso da tecnologia, somos índios”. Ele acredita que o movimento global dos indignados inova por passar “da preocupação à ocupação” e conclui fazendo um convite ao compartilhamento de ferramentas e metodologias de organização coletiva.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color:#333333;">Ivana conclui o debate enfatizando o caráter simultâneo desse movimento: “As experiências contemporâneas mediadas pelo uso da tecnologia geram uma afetividade global, como é o caso da <span style="text-decoration:underline;"><a target="_top"><span style="color:#333333;text-decoration:underline;">TV Sol</span></a></span>, que transmitiu em tempo contínuo o acampamento na Puerta del Sol, em Madri, gerando um sentimento de comoção coletiva e compartilhamento da causa dos indignados”. Ela acredita que o momento agora é de mapear metodologias de organização e convivência: “A internet não é apenas uma ferramenta, cada um dos movimentos históricos revolucionários tiveram uma tecnologia junto da sociedade, e parece que certos movimentos hoje não entendem isso, quando vem procurar a cultura digital, vem atrás de ferramentas. O que precisamos hoje é potencializar estas redes espalhadas pelo mundo”.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tropicaline.wordpress.com/672/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tropicaline.wordpress.com/672/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tropicaline.wordpress.com/672/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tropicaline.wordpress.com/672/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tropicaline.wordpress.com/672/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tropicaline.wordpress.com/672/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tropicaline.wordpress.com/672/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tropicaline.wordpress.com/672/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tropicaline.wordpress.com/672/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tropicaline.wordpress.com/672/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tropicaline.wordpress.com/672/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tropicaline.wordpress.com/672/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tropicaline.wordpress.com/672/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tropicaline.wordpress.com/672/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tropicaline.wordpress.com&amp;blog=5190039&amp;post=672&amp;subd=tropicaline&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://tropicaline.wordpress.com/2011/12/21/ocupacoes-revolucoes-redes-articulacao-do-movimento-global/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/04394cf45bba926e666c0734a7960764?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">tropicaline</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://farm8.staticflickr.com/7020/6446443181_fee8968307_b.jpg" medium="image" />

		<media:content url="http://ocupario.org/wp-content/uploads/2011/12/DSCN6785little.jpg" medium="image" />

		<media:content url="http://ocupario.org/wp-content/uploads/2011/12/DSCN6776little.jpg" medium="image" />
	</item>
	</channel>
</rss>
