Gilberto Gil e a Cultura Digital

“É um novo mundo, por causa especialmente da acessibilidade e da velocidade, da generalização de usos e penetração desses usos em esferas antes assumidas por poucos grupos. (…) Surge a questão da multicapacitação, das multiutilizações, de tudo que o mundo digital proporciona, que é um mundo que socializou também todas as ferramentas, que agilizou as inteligências funcionais, que é como as inteligências entram em função no diálogo com as mentalidades.”



“Mas o mundo digital aproxima muito virtualidade e atualidade, fica muito confundido, e é difícil de contar esta inundação.”



“A tecnologia é a concepção que o homem foi fazendo de sua própria extensão.”



“Hoje não é mais o pequeno recanto que reivindica sua sucessão ao universal, é o universal que chama o local para que ele venha…”



“As idéias estão muito próximas, a tecnologia aproxima o virtual do atual, aquilo que era virtual já está sendo. (…) Por isso mesmo a produção entendeu que seu grande produto é o conhecimento”.



[Sobre a relação particular do Brasil com a Cultura Digital] Você tem uma marca, semântica, conceitual que pode servir de referência para a compreensão disso que é a antropofagia, essa capacidade de fusão e absorção, que virou marca desde Oswald de Andrade, passando pela Tropicália.”



“É uma tendência que a juventude do mundo todo está percebendo, no sentido de não se conformar mais com as restrições das especialidades, se formar em alguma coisa, de trabalhar num determinado setor.”



“Política é um instrumento do direito de legítimos ou de alguma forma reivindicados por alguém ou por um grupo. Ela não tem vida própria. Política é para uma finalidade humana qualquer que é pré-estabelecida antes da política. (…) A política é o que nós queremos fazer das coisas.”



“O mundo digital parece aproximar essas áreas [arte e ciência]. Aquilo que eu disse do virtual e do atual, a possibilidade atualizante desse mundo é impressionante. Vai além do romantismo ou da contracultura, possibilitando que indivíduos ou coletivos possam fazer esse exercício de criatividade.”

* Extraído da entrevista de Gilberto Gil na publicação Culturadigital.br


Sobre Aline Satyan

Aline Satyan é formada em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Indústrias Criativas pela Universidade Paris 8 e autora do livro “Produção de Cultura no Brasil: Da Tropicália aos Pontos de Cultura”. Com experiência em políticas culturais e programas de formação para a cultura, trabalhou em diferentes projetos na esfera governamental e universitária. Há alguns anos tem se dedicado a estudar processos de colaboração e atuar como educadora, facilitadora de grupos e consultora de gestão em organizações culturais. Certificou-se em design para sustentabilidade no Programa Gaia Education na ecovila Terra Una (Liberdade, MG) em 2014, Aprofundamento em Dragon Dreaming na Pedra do Sabiá (Itacaré, BA) em 2015 e em Design Permacultural no Instituto Pindorama (Nova Friburgo, RJ) em 2016. É coordenadora do programa Gaia Jovem Serrano, co-fundadora da Cena Tropifágica e da Txai Design de Experiências, e sua principal busca atualmente é por uma vida de consciência, criatividade e em cooperação. Para saber mais: https://www.facebook.com/gaiajovemserrano/ https://www.facebook.com/txaidesigndeexperiencias/ http://www.cenatropifagica.com/

Publicado em 12/04/2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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