Piratas que pagam

Estudo mostra que compartilhadores de arquivos são também grandes consumidores

Pessoas que baixam musica ilegal também gastam uma media de 77 libras (em torno de 213 reais) por ano comprando conteudo legal, como mostra pesquisa. Os que declararam não usar sites peer-to-peer de compartilhamento de arquivos como o The Pirate Bay, gastam me média apenas 44 libras (em torno de 121 reais).

Quase um em cada 10 entrevistados entre 16 e 50 anos disseram que baixavam musica ilegalmente. 7 entre 10 “piratas” tem 35 anos ou menos. Ainda assim, oito de 10 deste grupo também compravam Cds, dicos de vinil e também MP3s.

Ao todo 1008 pessoas no Reino Unido participaram do estudo, realizada pelo pesquisador Peter Bradwell Demos. 50% do grupo acessa musica oficialmente através do Youtube, e 22% ouvem radio na internet. Napster, um dos sites pioneiros de compartilhamento de musica, era acessado apenas por 4%, enquanto 21% disseram nunca ter ouvido falar sobre. O serviço Spotfy de musica online é usado por 9% do grupo, a maioria não assinante do serviço premium pago. Ainda assim, foi bem considerado por ser de facil uso, conveniente e por proporcionar acesso a uma grande variedade de musica.

75% dos entrevistados entre 16-24 anos disseram estar abertos a pagar pelo MP3. O melhor preço na opiniao do grupo seria de 45 pence (em torno de 1,20 reais) por faixa, e apenas 2% declararam estar dispostos a pagar mais de 1 libra (2,7 reais). O hit atual Fight for this Love de Cheryl Cole tem sido vendido por uma media de 99 pence (em tornode 2,6 reais) no iTunes do Reino Unido, e 79 pence (2,1 reais) no site Amazon. “Os políticos e as empresas de música precisam de reconhecer que a natureza do consumo de música mudou e os consumidores estão exigindo preços mais baixos e um acesso mais fácil à música“, disse o pesquisador Demos.

Fonte: http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/8337887.stm

Para saber mais (em francês):

http://www.ecrans.fr/Faux-proces-Les-pirates-paient,7000.html

http://www.ecrans.fr/Pirater-plus-pour-acheter-plus,2499.html

http://www.laquadrature.net/wiki/Etudes_sur_le_partage_de_fichiers#Les_.22pirates.22_sont_ceux_qui_ach.C3.A8tent_le_plus_de_produits_culturels

Sobre Aline Satyan

Aline Satyan é formada em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Indústrias Criativas pela Universidade Paris 8 e autora do livro “Produção de Cultura no Brasil: Da Tropicália aos Pontos de Cultura”. Com experiência em políticas culturais e programas de formação para a cultura, trabalhou em diferentes projetos na esfera governamental e universitária. Há alguns anos tem se dedicado a estudar processos de colaboração e atuar como educadora, facilitadora de grupos e consultora de gestão em organizações culturais. Certificou-se em design para sustentabilidade no Programa Gaia Education na ecovila Terra Una (Liberdade, MG) em 2014, Aprofundamento em Dragon Dreaming na Pedra do Sabiá (Itacaré, BA) em 2015 e em Design Permacultural no Instituto Pindorama (Nova Friburgo, RJ) em 2016. É coordenadora do programa Gaia Jovem Serrano, co-fundadora da Cena Tropifágica e da Txai Design de Experiências, e sua principal busca atualmente é por uma vida de consciência, criatividade e em cooperação. Para saber mais: https://www.facebook.com/gaiajovemserrano/ https://www.facebook.com/txaidesigndeexperiencias/ http://www.cenatropifagica.com/

Publicado em 12/11/2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: