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Despertando um novo mundo

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O Gaia Jovem Serrano é um programa educação em sustentabilidade que incentiva indivíduos a reverem seu papel no mundo.

O programa trabalha a sustentabilidade de forma integrada, ampla e transdisciplinar, através de dinâmicas em grupos, jogos cooperativos, elaboração de projetos, intervenções e vivências na natureza e ferramentas de desenvolvimento pessoal e coletivo. Mais do que capacitar jovens com habilidades técnicas para solucionar problemas de sua realidade, o propósito deste programa é despertar o potencial de transformação de cada um. Utilizando ferramentas para ajudar o jovem a encontrar equilíbrio entre seus talentos, habilidades e dúvidas, buscamos estimular a conexão com seu eu interior, motivando o indivíduo na busca de seu potencial criativo.

Vinte e sete jovens de 14 a 21 anos das cidades de Nova Friburgo, Petrópolis, Rio de Janeiro, São Paulo e Juiz de Fora participarão da segunda edição, que acontecerá entre Agosto e Novembro de 2016, no Sitio Vale de Luz, na região Serrana do Estado do Rio.

Para a gente, é indispensável que o fator financeiro não seja um impedimento para a participação, por isso adotamos um modelo de captação de recursos onde cada família informa o quanto pode investir no programa. Baseado nessas informações, a equipe Gaia Jovem Serrano busca captar o restante dos recursos necessários através de parcerias, patrocínios e doações.

A energia do dinheiro é uma poderosa ferramenta de manifestação em nossa sociedade atual e esse é um convite para que você use sua energia para manifestar no mundo algo que você acredite. Se você acredita no potencial transformador dos jovens, na necessidade de mudança e na criação de um novo mundo, faça parte dessa rede de apoiadores!
A primeira edição foi realizada entre agosto e novembro de 2015, com 25 jovens de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, São Paulo e Juíz de Fora. Veja o video filmado e editado pelos próprios jovens contando um pouquinho do que foi esta grande experiência (e se emocione com a gente!):https://www.youtube.com/watch?v=njihPmIu-YM
E você: o que você faz quando abre os olhos?
‪#‎gaiajovemserrano‬ ‪#‎despertandoumnovomundo‬ ‪#‎osonhojacomecou‬

 

Para saber mais:

Financiamento coletivo https://unlock.fund/gaiajovemserrano

Página do Facebook: https://www.facebook.com/gaiajovemserrano

Site oficial: https://www.gaiajovem.com

Email: gaiajovemserrano@gmail.com

 

Este projeto é uma realização do Sítio Vale de Luz e da Txai Design de Experiências

Novas poéticas possíveis

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O Bahias Intemporais foi o evento de lançamento e celebração dos 4 anos da Cena Tropifágica. No dia 11 de junho participei da mesa Novas poéticas possíveis ao lado do Thiago Pondé e Jorge Mautner, e compartilho aqui com vocês um pouco das reflexões que eu trouxe. É claro que na hora nunca sai igual, mas o recado foi mais ou menos esse:


Olá boa tarde! Vocês não imaginam a nossa felicidade de estar aqui. Primeiro, porque eu sou carioca e adoro a Bahia rs. Mas principalmente por ver os frutos desse projeto tão especial vindo à público, assim ao vivo, pela primeira vez. Obrigada a todos e todas envolvidxs por isso: Governo do Estado da Bahia, as meninas da Multi, o Cine Teatro Solar Boa Vista, Pondé, Mautner, Galvão, Mariella, todos vocês.

Bom, eu quero começar contando uma história para vocês: um dia, um rapaz bem atentado das ideias sentia que seu local de origem tinha ficado pequeno pra ele e ouviu o chamado do seu coração de sair da Bahia para vivenciar outros galhos e seus macacos. Chegando lá ele encontrou novas ideias e parceiros, e depois de um tempo experimentando ele começou a sentir as amarras novamente. Algo ainda estava sufocado, algo que não cabia mais naquele script. Os modos de fazer, as hierarquias, as estéticas, e os assuntos não mais lhe cabiam. E ele não estava sozinho, havia encontrado novas referências e parcerias nesta jornada. E decidiram fazer algo diferente. Algo que nunca tinham visto, mas sabiam que não eram os únicos a sentir aquele desconforto. E sabiam que suas ideias chegariam até onde deveriam chegar. Eles queriam ganhar o mundo – e reinventaram os seus próprios.

Alguém tem uma ideia de quem estou falando? Aposto que muitos de vocês chutaram Caetano Veloso e a trupe da Tropicália. Sim, também poderia ser. Mas tô falando de outro baiano, esse cra aqu: Thiago Pondé, na época estudante de filosofia metido à artista que lá nos idos de 2000 foi me encontrar lá no Rio de Janeiro fazendo cultura no movimento estudantil. E sim, essa história é de tantos outros Thiagos, Alines, Caetanos, Jorges, Marias por aí… Porque todos nós temos um coração que não apenas bate, mas se inspira, vibra e grita coisas que muitas vezes insistimos em calar. Mas aqueles que fazem a diferença, esses dão ouvidos e vozes aos seus corações porque sabem que esse chamado faz parte de algo maior que eles. Alguns chamam de intuição, vocação, Deus interior. Tanto faz o nome, o que importa é esse frio na barriga e esse calorzinho no peito. E por isso eu pergunto: o que faz o seu coração vibrar?

E porque estou falando isso? Porque estamos aqui para falar de novas poéticas possíveis, não é mesmo? E quem poesia maior do que a batida do nosso coração? Tô falando sério. Peço a todos e todas vocês que estão na plateia, pessoal do apoio, Thiago e Mautner: fechem os olhos por um momento e reparem na sua respiração. Sintam o ar que entra pelo nariz, percorre todo o seu corpo, preenchendo cada espacinho seu de vida. E depois retorna ao mundo, colocando para fora tudo aquilo que não te serve mais. Sinta a Terra sob o seus pés te apoiando incondicionalmente. Não há namorado ou namorada, partido político, projeto cultural que te apoie mais do que a vida a sua volta. Respire fundo e sinta – não pense, não elabore, não fale – apenas sinta isso! Pronto, pode abrir os olhos.

Vocês sentem alguma diferença? Na loucurada dos nossos dias às vezes é tão difícil parar para simplesmente sentir esse estado de presença, não é mesmo? Então fica aqui essa dica, quando as ideias estiverem confusas, quando parecer não haver saída, simplesmente pare, feche o olho, respire fundo e sinta a Terra se manifestar através de você. Experimente não fazer nada, simplesmente deixe emergir.

Bom, agora voltando ao tema da mesa – novas poéticas possíveis – e vou explicar porque não estamos fugindo do assunto. No dia que eu, Pondé e a turma da UNE fomos entrevistar o Gil em 2010, quando toda essa história de Tropifagia surgiu, ele falou algo que tocou muito a gente: “A pauta do artista é uma folha em branco”. Ou seja, assim como respirar fundo e deixar o vazio falar por você, quando Gil diz isso ele traz a dimensão de que o processo criativo não pode seguir uma pauta pré escrita, pode sim ter um contexto, uma intenção, ou mesmo um objetivo. Mas a criação em si é como um ato de vida: espontâneo, e muito maior que nós, que muita vezes não sabemos, por isso devemos estar de olhos e ouvidos atentos.

E isso não se aplica apenas à criação artística, mas tudo aquilo que manifestamos no mundo. Seja você músico, pintora, produtor cultural, advogada, segurança, educadora, pai de família, presidenta do Brasil. Não importa: a Terra está falando através de você. E a natureza é muito, muito sábia, devíamos estar mais atentos. Como na música “O hippie”: “Primeiro vem a paz depois vem a ciência, prefiro a opinião que vem da natureza”. É isso. Se estamos falando de novas poéticas possíveis, e nosso corpo é pura poesia, o que me interessa saber é: o que estamos manifestando no mundo?

Quando pintou essa história de Cena Tropifágica pra gente, a nossa principal motivação era a de que não mais nos enquadrávamos naquele modo de produção cultural onde nos encontramos. Sabíamos que poderia ser diferente e foi ouvindo a esse chamado, bebendo nas fontes da Antropofagia e da Tropicália, que desenvolvemos esse conceito de TROPIFAGIA: comer o país tropical. Ou seja, o que seria esse Brasil hoje, revisto por ele mesmo, depois de já ter “comido” as referências estrangeiras, depois de já ter sido “comido” lá fora. O que o Brasil enquanto um espaço de experimentação artística – e também política, claro – manifesta hoje no mundo contemporâneo?

Naquela época eu tinha acabado de publicar um livro chamado “Produção de cultura no Brasil: Da Tropicália aos Pontos de Cultura”, onde minha motivação era justamente essa. Isso foi em 2008, quando se comemoravam os 40 aos do maio de 68, da exposição “Nova objetividade brasileira” de Hélio Oiticica, os 80 anos do manifesto antropofágico. E ouvia muito que “não se produz mais cultura como antigamente”, ou “a juventude de hoje não se engaja politicamente como naquela época”. E daí que eu, como representante dessa geração, me sentia desafiada a mostrar que a gente faz arte e faz política sim! Só não era da mesma forma que tinha sido na geração de 28, na geração de 68, claro que não! O contexto era outro, as motivações eram outras, então, claro, a expressão também seria outra!

E eu acho que no meio desse caos político que estamos vivendo, é disso que a gente precisa, novas perguntas pois as velhas respostas já estão obsoletas! Tem um cara chamado Dee Hock que diz que a criatividade emerge justamente neste ponto entreo o CAOS e a ORDEM. Ou seja, não há respostas prontas que dêem conta do que realmente nos move, seja na arte ou na política – e o que seria de uma sem a outra?

Então eu acho que é isso, é nossa responsabilidade enquanto indivíduos, enquanto grupo social e enquanto parte deste planeta, estar atendo a esse ponto de equilíbrio entre o caos e a ordem que existe dentro e fora de cada um de nós, e manifestar aquilo que viemos manifestar. Isso é poesia.

Ah, e só pra finalizar: #ForaTemer. Obrigada!

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Saiba mais sobre a Cena Tropifágica:

 

 

As mulheres, o 8 de março e a (re)invenção da cidade: pelo direito de circularmos e existirmos

por Bianca Rihan*

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“Bota abaixo”:  era  assim que a gente do Rio de Janeiro  identificava a reforma urbana conduzida pela administração Pereira Passos, no começo do século XX.

Meados de 1904 e a cidade abrigava uma população de aproximadamente um milhão de pessoas, sobretudo negrxs, camponesxs migrantes e imigrantes que projetavam, na então capital da República, o sonho de prosperidade. Porém, o intenso e desordenado crescimento, que levou numerosas famílias das classes populares a ocuparem regiões centrais – e estratégicas – da cidade, tornou-se uma afronta aos donos do poder e a seu projeto de modernização conservadora, que pretendia reconstruir o Rio de Janeiro à imagem e semelhança de Paris da Belle Époque.

Esta, no entanto, não é uma história de beleza, mas o início de um ciclo de injustiças, segregação social e muitos preconceitos. Na base da truculência, casas e histórias de vida, tempos de contato e laços de solidariedade foram demolidos, dando passagem às largas avenidas e ao ambiente higienizado que pretendiam as autoridades. O modus operandi “debaixo de cacete” impôs a transferência da população pobre para zonas afastadas do centro. E o investimento “modernizador” atingiu apenas aqueles pontos remetidos à chegada de estrangeirxs em destino turístico ou comercial, e à moradia das elites. Eis a origem da “cidade maravilhosa”: ao centro e à zona sul, tudo; ao “resto”, algo perto de nada.

Passado mais de um século da chamada “Belle Époque carioca”, a célebre frase de Karl Marx – forjada no “caçoar” de um Napoleão sobrinho bastante medíocre – não poderia ser tão bem aplicada a essas bandas da Guanabara: “a história acontece como tragédia e se repete como farsa”[1]. Em uma versão atualizada – e um tanto mais patética – de modernização ($) do Rio, Eduardo Paes – ou o novo Pereira Passos – e sua trupe promovem um processo violento de mercantilização do território urbano, entregando-o de mãos beijadas aos interesses do capital financeiro e especulativo.

Segundo o doutor em planejamento e professor do Ippur, Orlando Alves dos Santos Junior:

O que estamos vendo é um projeto de reestruturação urbana sem participação alguma da sociedade. São três pontos principais: o fortalecimento da Zona Sul, da Zona Portuária e a criação de uma nova centralidade na Barra da Tijuca, sob o guarda-chuva olímpico. Na verdade, o que ocorre sob esse argumento é uma grave intervenção urbana em função da indústria imobiliária. A presença dos moradores de classes mais pobres se tornou um entrave no meio do caminho a ser removido. [2]

Está dada a farsa da cidade olímpica. Quem paga o preço novamente? O povo. E exponencialmente sofrem as mulheres.

Desde 2014, na ocasião da realização da Copa do Mundo no Brasil, organizações feministas dos quatro cantos do país já apontavam para as engrenagens violentas que iam se estruturando nas cidades, e para o ataque direto à vida das mulheres. No Rio de Janeiro não foi diferente. Sob a retórica do progresso, da modernidade e dos megaeventos, acompanhamos milhares de pessoas despejadas de suas casas, realidade ainda mais dura para as mulheres pobres e negras, as mais afetadas pelas remoções (nada mais simbólico para as ações da “prefeitura olímpica”: neste 8 de março de 2016, dia internacional de luta das mulheres, Dona Penha, liderança comunitária da Vila Autódromo, teve sua casa demolida pelos homens de Eduardo Paes)  e maiores vítimas da exploração sexual e do tráfico de pessoas, que tornaram a crescer com a aproximação das olimpíadas neste ano de 2016.

Na rota dos tratores da prefeitura estão, ainda, antigas linhas de ônibus que têm seus trajetos encurtados, engordando os lucros das empresas de transporte e bagunçando as vidas de tanta gente. O público feminino, além de demorar bem mais para voltar para casa após dias desgastantes de trabalho e tantas baldeações, passa a se deparar frequentemente com situações de risco, como os casos de violência, assédio sexual e – no extremo – casos de estupro, aumentados consideravelmente em horários avançados, em ruas escuras, desertas e inseguras.

Vale acentuar que a sociedade patriarcal nos imputa a responsabilidade quase exclusiva sobre as crianças e xs idosxs próximxs (pois sim, somos nós mulheres que, na maioria dos casos, levamos filhxs à escola e xs familiares mais velhxs para procedimentos de cuidado). Logo, somos as mais abaladas com os preços abusivos das passagens – que precisamos adquirir para além do itinerário trabalho x casa – e com o tempo despendido nesses trajetos, o que restringe brutalmente nossos momentos de lazer e de acesso à cidade.

Diante de tantos exemplos, é bem óbvia a conclusão de que as feministas que ocupam as ruas do Rio de Janeiro e de todo o Brasil neste 8 de março não o fazem para se vitimizar, como sugere o padrão das abordagens midiáticas covardes, machistas e classistas que invadem nossas casas todos os dias. Nosso motivo está no extremo oposto: não aceitaremos mais nenhuma destruição provocada por esse sistema de exploração que arranca nossa autonomia de maneira radical, restringindo nossa  circulação nos espaços públicos e limitando, entre outras violências, as possibilidades de escolhermos livremente os nossos próprios caminhos.

Queremos acesso pleno à cidade em que vivemos, direito à circulação a qualquer hora do dia e da noite, assim como momentos de cultura e lazer livres de medo. Estamos nas ruas para dizer um basta à violência contra as mulheres e ao sentimento de insegurança em cada esquina que dobramos, sob o risco de toparmos com um agressor (falando em agressor, cabe aqui reiterar o repúdio das mulheres cariocas à candidatura de Pedro Paulo Carvalho para a nossa prefeitura, pois além de este senhor ser o representante simbólico do modelo castrador de cidade, que tanto nos violenta atualmente, é também um agressor físico de mulheres [3]).

Assim, apesar das capturas do mercado, que pauta o 8 de março como um dia de flores e bombons, organizamo-nos para reafirmá-lo como mais um dia de luta. Um dia em que transbordamos junto às nossas companheiras, compartilhando experiências que (re)existem e inventam novos tempos, novas possibilidades de luta, apesar das constantes tentativas de dominação e domesticação por parte do capital e da masculinidade opressora que o representa.

Com solidariedade, irreverência e criatividade, o feminismo está mobilizado a partir do mediato e do imediato, ativando possibilidades de transformação nas brechas e contradições das formas hegemônicas de poder.  Partilhar experiências para dar visibilidade aos nossos sofrimentos e desejos, às nossas vozes e corpos e, sobretudo, para ativar nossos laços de companheirismo e acolhimento, de irmandade e reconhecimento é o princípio de nossa potência. E é por isto que ocupamos as ruas: para botar na pista a política feminista dos afetos, inventora de mundos e de formas mais horizontais de agir e de existir, de ver e de ser vistx, de falar e de escutar. Estamos todas juntas na fabricação de nossa nova cidade e de nosso novo mundo possíveis!

[1] MARX, Karl. O 18 brumário de Luís Bonaparte. São Paulo: Boitempo , 2011.

[2] http://www.canalibase.org.br/dossie-remocoes-no-rio-atingidos-chegam-a-30-mil/

[3] Ver http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2015/11/ex-mulher-de-pedro-paulo-prestou-queixa-contra-ele-por-agressao-ja-em-2008.html

 

* Bianca Rihan é historiadora, socialista e feminista, mestre em história social pela UFF e doutoranda em ciência da informação pelo Instituto Brasileiro em Informação Ciência e Tecnologia/ Escola de Comunicação da UFRJ.

Confestival Dragon Dreaming Internacional 2015

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Um encontro+festival+conferência da comunidade mundial Dragon Dreaming, aberto à tod@s que vibram com esta tecnologia social.

Cinco dias de vivências, trocas interculturais, celebrações e conexões profundas.  Uma oportunidade para renovar os elos e fortalecer uma rede de escala global comprometida com a mudança para uma sociedade consciente onde tod@s ganhem.    

E mais:
– programação com a tecnologia social de Espaço Aberto, estimulando a auto-organização e inteligência coletiva
– vivências na natureza e brincadeiras
– atividades artísticas e culturais
– partilha de experiências de projetos, aprendizados e melhoras práticas Dragon Dreaming

– conexão da comunidade DD e fortalecimento da OCV Dragon Dreaming Br e Internacional

– participação especial do John Croft, co-fundador do Dragon Dreaming, além da rede internacional de treinadores

– reflexão sobre ferramentas, metodologia e princípios

– sabedoria dos povos originais brasileiros

– estrutura inclusiva para pessoas com crianças

– reencontro de amig@s, descoberta de novas amizades e criação de sinergias!

– oportunidade de co-criar passos futuros para ações comprometidas

Data:

28 de out a 2 de Nov de 2015

– início: 16h00
– encerramento: 13h00

Solicitação de Inscrições em:
http://www.tiny.cc/confestivalddint2015
(vagas limitadas, por ordem de pagamento da inscrição)
Local:

Piracanga – Centro de Desenvolvimento Humano e Ecovila
Itacaré, Bahia – Brasil
Localizada na Península de Maraú, é cercada por  praias paradisíacas,  coqueirais e manguezais.  Respeitando as individualidades e celebrando a diversidade, busca compartilhar os sonhos, valores e o despertar espiritual em um  espaço na natureza, crescendo juntos e em cooperação.
+ infos em www.piracanga.com

Custo mínimo por pessoa:**
(saiba como chegamos nestes valores acessando http://www.tiny.cc/fin-conf-int-2015)

:: valor com hospedagem*+participação nas atividades do encontro+refeições inclusas – alimentação vegana** feita com amor!

até 31 de julho:

R$ 720+contribuição*** – nos quartos coletivos mistos

R$ 840+contribuição*** – nos quartos triplos/quadrulos

R$ 900+contribuição*** – nos quartos duplos

até 28 de agosto:

R$ 770+contribuição*** – nos quartos coletivos mistos

R$ 900+contribuição*** – nos quartos triplos/quadrulos

R$ 1000+contribuição*** – nos quartos duplos

até 30 de setembro:

R$ 820+contribuição*** – nos quartos coletivos mistos

R$ 980+contribuição*** – nos quartos triplos/quadrulos

R$ 1100+contribuição***- nos quartos duplos

*Crianças com menos de 4 anos dormindo com os pais pagam apenas o custo participação nas atividades do encontro, que inclui um Espaço das Crianças. De 5 a 12 anos tem desconto de 25% na hospedagem+alimentação (hospedagem no quarto dos pais). Residentes em Piracanga pagam somente custo da organização. Para outras condições, quartos individuais, residentes da ecovila e outros, consulte.   

** Pedidos de refeições vegetarianas poderão ser atendidos para pessoas que tenham alguma restrição grave com alimentação vegana e deverão ser solicitados com antecedência
*** contribuição dentro do ponto de equilíbrio pessoal para tornar o curso inclusivo

Formas de pagamento*:

:: à vista no ato da inscrição – depósito

:: 2x – R$ 370 no ato da inscrição + restante deposito dia 21/10/15

:: 3x – – R$ 370 no ato da inscrição + 2° parcela deposito dia 21/10/15 + 3°para 3/12/15**

* somente para inscrições nacionais
** pagamento somente em cheque ou depósito programado

“O dinheiro não deve ser um impedimento para a sua participação no encontro. Se este for o seu caso, entre em contato conosco até o dia 15/08/2015 pelo e-mail dragondreamingbr+social@gmail.com

CONTATOS PARA INFORMAÇÕES:

dragondreamingbr@gmail.com

Debora: +55 (21) 99405-4322

Marcel: +55 (15) 98153-0002
Raquel Davi +55 (73) 9831-5249

Tanya: +55 (11) 98902-8276 / +1 (416) 231-1681  – Internacional

REALIZAÇÃO:

OCV Dragon Dreaming Brasil

PARCERIA:
ISAVIÇOSA – Instituto Socioambiental de Viçosa
Piracanga – Centro de Desenvolvimento Humano e Ecovila

APOIO

Viveiro de Projetos – Grupo de Permacultura, Empreendedorismo e Educação

Limiar – Processos Emergentes

Txai – Design de Experiências

Casa Viva – Design de Inovações Sustentáveis

Porjeto Florescer – Serra Grande/BA
Terrapia – Alimentação Viva na Promoção da Saúde

REFERÊNCIAS:

www.dragondreamingbr.org

www.dragondreaming.org

Gaia Jovem Serrano: Educação em Sustentabilidade para Jovens

O Gaia Jovem Serrano é uma vertente do Gaia Education (www.gaiaeducation.net), um programa de formação de estudantes e profissionais que empodera os indivíduos a reverem seu papel no mundo.

Trata-se de uma vivência transformadora que considera a sustentabilidade de forma integrada e transdisciplinar. Através de debates inovadores e aulas práticas em meio à natureza, faremos dinâmicas em grupos, jogos cooperativos, elaboração de projetos, bioconstrução, plantio, arte, música e ferramentas de desenvolvimento pessoal e coletivo.

O Programa é certificado internacionalmente e segue as mesmas bases do currículo do Gaia Education, adaptado para a realidade dos jovens brasileiros. Nesta edição, trazemos a proposta para a comunidade da Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, abordando questões específicas da juventude rural e de comunidades impactadas por catástrofes naturais. A ideia é que  programa contribua para a integração e o fortalecimento de redes de sustentabilidade e cooperação social no local, a partir dos próprios jovens.

Isso porque mais do que capacitar jovens com habilidades técnicas para o mundo contemporâneo, o propósito deste programa é despertar o potencial de transformação de cada um. Utilizando ferramentas para ajudar o jovem a encontrar equilíbrio em momentos de confusão, buscamos estimular a conexão com seu eu interior, motivando o indivíduo na busca de seu potencial criativo.

O curso é direcionado para jovens de 14 a 21 anos, mas todas as candidaturas serão analisadas individualmente. Queremos que a turma seja composta de jovens de diversas classes sociais e motivações e as inscrições estão abertas aqui: http://tiny.cc/gaiajovemserrano

:: DATAS ::

Módulo Social: 7 a 9 de Agosto

Módulo Econômico: 18 a 20 de Setembro

Módulo Ecológico: 16 a 18 de Outubro

Módulo Visão de Mundo: 20 a 22 Novembro

Módulo Imersivo (Quatro Dimensões): 12 a 20 de Dezembro

:: LOCAL ::

O curso será realizado no Sítio Vale de Luz, em Conselheiro Paulino, zona rural do município de Nova Friburgo, região serrana do Estado no Rio de Janeiro. Referência em educação na região, sua missão é criar condições para que as crianças e os jovens, prioritariamente carentes, tenham a oportunidade de transformar suas capacidades individuais em habilidades socialmente construtivas.

:: PRÉ INSCRIÇÕES ABERTAS ::

http://tiny.cc/gaiajovemserrano

Quer colaborar com a realização do Gaia Jovem Serrano?

Acesse http://tiny.cc/txai e saiba como!

Dúvidas, maiores informações e sugestões? Entre em contato com a gente: gaiajovemserrano@gmail.com

www.facebook.com/gaiajovemserrano

(21) 9.8378 – 9928 (tim)

(21) 9.8232 – 4476 (vivo)

(21) 9.6518 – 0593 (nextel)

Em cooperação,

Equipe Gaia Jovem Serrano

Nas sutilezas

(Aproveito este 8 de março para compartilhar o relato que me foi enviado por email por uma leitora deste blog sobre o assédio que sofreu em uma sessão de fotos. Não a conheço pessoalmente mas a história muito me tocou e acredito que merece ser compartilhada. Vale a reflexão, mulheres!)

La sutileza – Raquel Oliveras Rodriguez

“Não posso deixar passar, definitivamente. Tomei essa decisão por mim, por todas que passaram por situações similares ou mais diretas nesse projeto, por todas as mulheres que passam por isso todos os dias, pelas gerações que se calaram/foram caladas, pelas gerações que estão chegando e pelas que estão por vir. Que as nossas meninas de hoje sejam mulheres cada vez mais livres e respeitadas. E que os meninos de hoje se tornem homens respeitosos e cuidadosos. Mais humanos.

A verdade é que ficha demorou a cair.

Ele me olhava minuciosamente enquanto eu me despia. Me senti desconfortável, mas imediatamente concluí que EU que estava nervosa com aquela situação de fazer sessão de fotos nua, que eu mesma escolhi para mim. Isso era um problema meu.

A sessão começou. Quando ele começou a me mostrar as primeiras fotos tiradas, já não curti. Percebi o quão estava desgostosa com o meu corpo e aquela situação toda começou a se tornar insuportável e constrangedora para mim. Ele, então, sugeriu que eu sentasse, para tentarmos fazer novas fotos em que eu pudesse me sentir melhor. Foi uma boa alternativa, comecei a conseguir esconder o que me incomodava. Ainda assim, aqueles minutos pareciam horas infindáveis. O que mesmo eu estava fazendo ali, meu Deus? Fui me sentindo muito exposta e vulnerável. Eu estava desconfortável, comecei a sentir um choro vindo. Dada essa minha condição, ele levantou da cadeira, sentou no chão comigo e me abraçou. Eu, nua, por dentro e por fora. Ele, o “fotógrafo-psicólogo”, tentando cuidar da mulher com baixa autoestima. Entre abraços e olhares profundos, elogiou meus peitos fartos algumas vezes, colocou as mãos na frente do próprio corpo, na altura dos próprios peitos, fazendo movimentos no ar como se estivesse mexendo em seios, e falava coisas como “esses peitos enormes, lindos, você é linda, para com isso”. Disse também que é claro que se não fosse casado ficaria comigo. Disse também que os amigos dele brincavam com ele que ele estava fazendo esse projeto para ver mulher pelada e que ele dizia que se fosse para isso não teria homens no projeto…

Ele não levantava a minha autoestima com tantos elogios e abraços e eu disse isso pra ele. Agradeci, inclusive, a tentativa, mas que não estava adiantando. Fizemos mais algumas fotos, depois eu disse que não estava mais conseguindo e terminamos. Ele até sugeriu que eu voltasse e refizesse a sessão em algum momento em que eu estivesse melhor comigo. Achei gentil e cuidadoso da parte dele.

Saímos bem de lá, fomos fazer um lanche, falamos do projeto, me ofereci para ajudar a escrevê-lo, a tentar editais, sugeri crowdfunding. Ainda escrevi pra ele depois reforçando a minha oferta em ajudar com o projeto.

Ainda fui chamada uma vez por uma menina na rua, que tinha me visto em um dos vídeos das entrevistas que ele fez, querendo saber a minha opinião, como tinha sido, porque ela tinha sido convidada e estava em dúvida. Eu contei da minha questão com o meu corpo, em como foi difícil para mim, mas a incentivei a fazer. Incentivei uma outra amiga também.

Até que um dia, José*, um amigo, veio me perguntar como tinha sido essa sessão de fotos, porque uma amiga dele, Ana*, tinha feito e relatou para ele que o tal fotógrafo tinha tentado beijá-la durante a sessão dela. Algo inexplicável aconteceu dentro de mim nessa hora. Foi a sensação de mil fichas caindo na minha cabeça, fui lembrando de tudo o que aconteceu naquela tarde, por toda a responsabilidade que eu trouxe para mim pelo que aconteceu ali.

José* pediu para eu não falar nada para ninguém, porque Ana* tinha pedido isso para ele. Respeitei e mantive o silêncio. Mas tudo isso ficou muito vivo em mim. Poucos meses depois, talvez dois, uma outra amiga, que não fez as fotos, veio me contar que uma amiga nossa em comum tinha vivido uma história dele ter tentado beijá-la na sessão de fotos. E não era Ana*, que José* tinha relatado. Calma aí, mais uma?

Bem, nisso tudo, já somos cinco, que eu saiba. Cinco que ficamos caladas. Mais cinco histórias para os autos dos casos que não entram em estatísticas. Mais cinco, dentre outras, que podem ter vivido esse tipo de situação nesse projeto. E de mulheres que passam por isso todos os dias e simplesmente não percebem, não trazem à luz da consciência o que de fato aconteceu/está acontecendo.

O maior aprendizado para mim nessa história, que quero trazer à tona, é o fato de que sim, estamos à mercê desse tipo de situação a qualquer momento. E não só à mercê, estamos vivendo a qualquer momento. Mesmo nós que nos sentimos tão donas de nós, dos nossos direitos, da nossa liberdade, da nossa luta, que achamos que já entendemos tudo. Mais do que vítima dele, me sinto vítima dessa questão histórica que nós mulheres carregamos incrustadas nos nossos corpos. O assédio vai desde o que nos parece óbvio, como um cara que passa a mão, estupra, fala um “gostosa” na rua, ou lança um olhar que engole, que nós mulheres sabemos bem como é. O assédio, mulheres, pode vir assim: travestido. De bom moço querendo apenas cuidar da moça frágil e vulnerável. Pode ser sutil e perverso, ao mesmo tempo.

Suas fichas, mulheres, podem estar caindo só agora, lendo esse texto. Isso aconteceu comigo e com outras meninas: só ao ouvir outro relato que nos demos conta do que aconteceu conosco.

Esse texto foi escrito no dia 26 de setembro de 2014, quando tudo veio à tona e isso acabou sendo só um vômito. Nunca soube o que fazer com ele, o que fazer com essa história. Continuo sem saber. Continuo me sentindo calada, apesar da oportunidade de publicá-lo agora, com pequenas alterações e mudanças dos nomes todos, inclusive o meu, tanto para me preservar como também os citados nesse texto, quanto o próprio fotógrafo. Há mais de cinco meses essa história vive dentro de mim, acompanhada de um “não-saber”. Para mim, isso também é reflexo de tudo o que ainda carregamos.

Encorajo todas as mulheres a serem mais corajosas (do que eu). Porque não podemos mais nos calar. E isso foi o que tentei não fazer, ficar calada, mas sinto e admito que é um tanto covarde ainda. Que consigamos fazer isso por nós, pelas que foram, pelas que virão.

Lena*

* Os nomes originais foram omitidos a pedido dela

Boas vindas à nova SCDC/MinC

1° Forum dos Pontos de Cultura do Estado do Rio de Janeiro de 2015 em Lumiar

Prezada Secretária da Cidadania e Diversidade Cultural O Fórum dos Pontos de Cultura do Estado do Rio de Janeiro , reunido em 23 e 24 de janeiro em Lumiar, Nova Friburgo,  saúda sua chegada e apresenta as principais pautas sobre as quais temos debatido no âmbito do Programa Cultura Viva, para os quais solicitamos sua máxima atenção nesta nova gestão. Em primeiro lugar, é de suma importância fortalecer o debate da regulamentação da Lei Cultura Viva, cuja aprovação em 2014 foi fruto de muitos anos de construção do movimento dos Pontos de Cultura, e que precisa contar com a vontade política do Ministério da Cultura, e da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural mais especificamente, para sua implementação. Vemos hoje a necessidade de um cronograma de regulamentação da Lei, em mais especificamente dois principais pontos a serem priorizados: – A Instrução Normativa que regulamenta o funcionamento do Programa deve compreender, no Termo de Cooperação Cultural estabelecido entre o MinC e os Pontos de Cultura, que o relatório de atividades e a planilha financeira sejam desvinculados. Sabemos que a realização de atividades no contexto dos Pontos de Cultura não corresponde às exigências da Lei 8.666, e desta forma proposta, a prestação de contas se torna muito mais real, correspondendo às atividades de fato realizadas e não à simples apresentação de notas fiscais. – O Termo de Ajuste de Conduta, que permite compensar os problemas dos convênios com pendência através de serviços e atividades, ao invés da devolução de verba do Ponto de Cultura para o MinC. Entendemos que esta chamada “anistia” busca beneficiar o Programa Cultura Viva em si, reconhecendo os projetos em suas potencialidades culturais e limitações burocráticas, apresentando contrapartidas culturais que beneficiam a sociedade muito mais do que a mera contrapartida financeira. Esta pauta nos remete ainda a necessidade de maior diálogo e interação entre a CNPdC e o MinC e desta forma gostaríamos de ter garantida uma agenda de encontros e reuniões que possam dar conta das amplas e diversas pautas. Desta forma, solicitamos informações sobre o planejamento da Secretaria para o ano, e nos colocar à disposição para esta construção. Desde já, indicamos três agendas que consideramos prioritárias: – A realização de uma reunião ampliada da CNPdC com o MinC/SCDC , sendo garantida e financiada a participação de pelo menos um representante de todos os GTs que compõe a comissão, sendo observadas e cuidadas suas especificidades em termos de acesso à comunicação, acessibilidade e diversidade regional. E sendo também convidados outros setores do Governo Federal, como a Educação, Saúde, Juventude, Ciência e Tecnologia, Comunicação, Direitos Humanos, Turismo, que tenham interface com o Cultura Viva. – A realização anual de uma Teia, o encontro nacional de Pontos de Cultura, sendo garantida e financiada a participação de pelo menos um representante de todos os Pontos de Cultura do Brasil, sendo observadas e cuidadas suas especificidades em termos de acesso à comunicação, acessibilidade e diversidade regional. E para que o encontro possa corresponder às bases conceituais do Programa Cultura Viva, é de extrema importância que os Pontos de Cultura estejam intriscicamente envolvidos em sua produção. Para isso, sugerimos que a verba para sua realização seja repassada através de aditivo de convênio para a gestão de um Ponto de Cultura, escolhido democraticamente pela rede, e não fique submetida a uma empresa licitada pelo governo e completamente desligada do cotidiano do Cultura Viva. – Neste debate entre a regulamentação do repasse de verba entre o governo e a sociedade civil, também identificamos a necessidade de aprofundar o conhecimento geral sobre o assunto e ampliar o controle social nas prestações de contas de projetos culturais. Desta forma, já tem sido discutido entre a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura e a Secretaria a necessidade de realização de um seminário de esclarecimento e acúmulo entre os Pontos de Cultura, o Controladoria Geral da União, o Tribunal de Contas da União e o Ministério da Cultura a fim de esclarecer procedimentos, sanar dúvidas e propor soluções para os impasses encontrados hoje nesta relação. Reforçamos ainda as pautas da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura: – Quais editais estão previstos para 2015, que ações temáticas e regionais estão sendo pensadas e quais instrumentos de repasse estão sendo buscados? – Quais as perspectivas de implementação da Política Nacional do Cultura Viva e quais os recursos previstos para o ano de 2015 ? – A respeito da meta 23 do Plano Nacional de Cultura, que prevê 15 mil Pontos de Cultura até 2020, gostaríamos de saber qual o cronograma previsto para atingí-la e qual o valor atualizado para os novos Pontos? – Há algum tipo de diagnóstico nacional dos Pontos de Cultura nos Tribunais de Contas nas três esferas de governo? – Como está a situação dos editais cancelados e qual o posicionamento do MinC/SCDC em relação ao atraso no repasse dos convênios nos estados e municípios? – Como o MinC/SCDC se posiciona em relação ao Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil dentro do governo? – Como o MinC/SCDC pensa realizar a descentralização da gestão através do Sistema Nacional de Cultura, cuidando da relação com estados e municípios? Por fim, damos boas vindas e nos colocamos à disposição ao diálogo e à construção coletiva, esperando encontrar nesta gestão o reconhecimento e continuidade das boas práticas realizadas nas gestões anteriores, assim como uma diversidade de forças políticas, saudável para uma relação transparente e colaborativa entre governo e sociedade civil. Um abraço afetuoso, Fórum dos Pontos de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

Meditação Heart Chakra (Osho)

heart chakra(Foto: Diogo de Castro Lopes)

Heart Chakra é uma meditação que faz conectar com o coração. Renova a energia através de movimentos em diração aos quatro pontos cardeais, te deixando mais sensível e amoroso. No momento em que tu te preenche com esta amorosidade, vai querer compartilhar com os outros, pois há um transbordamento desta energia.

Até o quarto estágio ela é feita de olhos abertos acompanhando o movimento de expansão das mãos. As mãos têm uma conexão direta com o coração.

Estágios da Meditação  Heart Chakra

Primeiro Estágio: Horizonte

a) Comece em pé colocando ambas as mãos sobre o chakra cardíaco em posição de repouso;
b) Ao iniciar a música, mova a mão e o pé direito para a frente alternadamente, com a mão e o pé esquerdo até o final da música;
c) Volte à posição de repouso.

Segundo estágio: Paraíso na Terra

a) Ao iniciar a música, mova a mão e o pé direito para o lado direito alternadamente com mão e o pé esquerdo para o lado esquerdo;
b) Volte a posição de repouso.

Terceiro estágio: Expansão

a) Ao iniciar a música nova, a mão e o pé direito para trás, alternando com a mão e o pé esquerdo para trás;
b) Volte a posição de repouso.

Quarto estágio: Voltando para Casa

a) Execute seqüencialmente os movimentos dos estágios 1, 2 e 3;
b) Fique na posição de repouso até tocar o sino. Logo após, sentar.

Quinto estágio: Aqui e Agora

Mantenha-se sentado de olhos fechados até o final da música e dos sinos.

(Fonte: http://www.namaste.com.br/)

Ouça e baixe as faixas da meditação: http://www.iteia.org.br/audios/meditacao-heart-chakra-osho

#PorMaisParticipaçãoSocial

Somos o Movimento Nacional de Pontos de Cultura, que já realizou 4 Fóruns Nacionais desde 2007, reunindo presencialmente e articulando em rede virtual milhares de agentes culturais de todo o Território brasileiro. Temos como instância de articulação permanente, referência e representação a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, que é formada por representantes dos Estados e das mais diversas linguagens artísticas, matrizes e ações. Iniciativas que envolvem cerca de 8,4 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do IPEA.

Solicitamos aos senhores e senhoras dirigentes partidários e parlamentares que aprovem o decreto de participação popular, que estabelece a Política Nacional de Participação Social (PNPS). Nossa trajetória é uma das maiores experiências, em construção, de gestão compartilhada entre Estado e sociedade civil. Temos muitas contribuições para a criação, implementação e avaliação das políticas públicas, adquiridas durante os 10 anos em que o Programa Cultura Viva vem promovendo a autonomia, o protagonismo e o empoderamento da sociedade civil por meio da Cultura e da Cidadania.

O Estado Brasileiro precisa se aperfeiçoar, rumo a uma nova cultura democrática.

Comissão Nacional dos Pontos de Cultura/CNPdC

GT Pesquisa Viva: por uma cultura de pesquisa participativa

logo.teia_2014A Teia Nacional da Diversidade, realizada entre os dias 19 e 24 de maio em Natal (RN) reuniu pontos de cultura, grupos artísticos, movimentos sociais, gestores, pesquisadores e agentes culturais em um grande encontro do Programa Cultura Viva, que completa dez anos este ano. Entre debates, seminários, oficinas e apresentações artísticas, pontos de cultura todo o país tiveram a  oportunidade de trocar experiências e impressões, resgatar e avaliar o histórico do movimento, bem como propor novas diretrizes e caminhos.

Considerando as diversas pesquisas e estudos já realizados sobre o Programa, e buscando um maior diálogo entre estas narrativas e a realidade cotidiana dos Pontos de Cultura, foi criado durante o Forum Nacional de Pontos de Cultura o GT Pesquisa Viva, formado por ponteiros e pesquisadores interessados em produzir conhecimento e reflexões sobre o programa. O objetivo do grupo de trabalho é criar uma cultura de pesquisa dentro da rede do Cultura Viva, junto a pontos de cultura, gestores públicos e universidades. Por isso, busca-se potencializar a produção de indicadores e informações sobre o Cultura Viva através do levantemento, disponibilização e articulação em rede dessa produção criando espaços de intercâmbio de informações e metodologias junto a outras redes, buscando fomentar todos os atores do Programa como pesquisadores em potencial.

Entre as estratégias de ações desenhadas pelo grupo, estão:

. Contribuir com a criação de um repositório de pesquisas acadêmicas, estudos gerais e relatórios institucionais sobre o Programa já produzidos, em especial, pelos Pontos de Cultura e através deles. E a fim de fortalecer a rede, o repositório, iniciamente hospedado no site do Observatório de Políticas Públicas da UnB, será disponibilizado também nas plataformas do próprio programa, como iTeia, Rede Mocambos, Culturadigital.br, Rede Livre, Estúdio Livre, etc.

. Acompanhar as pesquisas e estudos em curso, como o Redesenho do Programa Cultura Viva e a pesquisa de Monitoramento e Avaliação da Rede Estadual que está sendo realizada pela Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, dando retorno periódico à rede sobre seu andamento.

. Fomentar a produção de conhecimento e levantamento de novos indicadores por parte dos próprios pontos de cultura, através da capacitação em pesquisa-ação participativa, com compartilhamento das metodologias e de seus resultados.

Respondendo ao objetivo de articulação com outras redes, já na Teia o recém-criado GT participou do Seminário Visões sobre o Programa Cultura Viva, nos dias 22 e 23 de maio, que teve como objetivo a retomada da Rede de Pesquisadores do Cultura Viva. Na ocasião, foi estabelecida uma parceria tripartite entre sociedade civil (GT Pesquisa Viva), academia (Observatório de Políticas Públicas da UnB) e gestão pública (Fundação Casa de Rui Barbosa / MinC), visando o fortalecimento das ações mencionadas acima.

Além disso, como uma primeira ação concreta, o grupo realizou na tarde do dia 23 uma oficina de pesquisa-ação participativa com o objetivo de construir de forma colaborativa a avaliação da Teia. O questionário, construído coletivamente, busca mapear a opinião dos ponteiros e demais participantes da Teia a respeito da programação do encontro, principais contribuições e aprendizados e também incita a reflexão sobre questões como representatividade e sugestões para próximas Teias. O formulário se encontra disponível em http://www.mostre.me/pesquisacaonateia.

Você que esteve na Teia da Diversidade compartilhando o trabalho do seuPonto de Cultura, participando da Feira da Economia Solidária, discutindo a Lei Cultura Viva, realizando a sua pesquisa sobre os Pontos de Cultura, ou simplesmente passando para conhecer o movimento, não deixe de responder. Sua participação é muito importante para termos uma visão geral dos frutos do encontro e como torná-lo ainda mais proveitoso para as próximas edições. Afinal, se a Cultura é Viva, a pesquisa é nossa!

 

*Outras referências imoportantes da Teia da Diversidade:

Clique aqui para ler a Carta de Natal, do Fórum Nacional de Pontos de Cultura

Clique aqui para ler a Carta final do I Forum de Gestoras e Gestores do Programa Cultura Viva